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Aprovação dos governadores: Aécio lidera o ranking

“Aécio Neves lidera ranking de governadores; Serra está em 5º”

“No segundo mandato à frente do governo de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) continua na liderança do ranking de avaliação dos governadores feito pelo Instituto Datafolha. A pesquisa, publicada na edição de hoje da Folha  mostra que em uma escala de zero a dez, Aécio recebeu nota 7,6 dos eleitores e que seu índice de aprovação é de 77%.

A pesquisa, feita do dia 16 ao dia 19 de março, inclui os nove principais Estados do país e o Distrito Federal.

O governador paulista José Serra, que lidera as pesquisas para a Presidência em 2010 e disputa com Aécio a candidatura do PSDB, perdeu duas posições em relação ao levantamento anterior, de novembro de 2007, e foi para o quinto lugar, apesar de sua aprovação ter ido de 49% para 54% e sua nota passado de 6,5 a 6,6.

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), é a mais mal avaliada, com nota 4,3 e índice de popularidade de 17%.”

Antes dos comentários sobre os resultados dessa pesquisa do Datafolha, segue o ranking completo:

01) Aécio Neves (PSDB-MG) – Nota 7,6 – Aprovação de 77%

02) Eduardo Campos (PSB-PE) – Nota 7,0 – Aprovação de 56%

03) Cid Gomes (PSB-CE) – Nota 6,9 – Aprovação de 55%

04) Roberto Requião (PMDB-PR) – Nota 6,6 – Aprovação de 57%

05) José Serra (PSDB-SP) – Nota 6,6 – Aprovação de 54%

06) José Roberto Arruda (DEM-DF) – Nota 6,4 – Aprovação de 59%

07) Jaques Wagner (PT-BA) – Nota 6,4 – Aprovação de 44%

08) Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) – Nota 6,3 – Aprovação de 45%

09) Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ) – Nota 6,0 – Aprovação de 39%

10) Yeda Crusius (PSDB-RS) – Nota 4,3 – Aprovação de 49%

O ranking obtido através dos resultados da pesquisa do Instituto Datafolha permite algumas análises e conclusões sobre os 5 primeiros e os 2 últimos, vamos a elas:

1) Aécio Neves mantém sua grande aprovação em Minas Gerais, sendo o maior beneficiado da divulgação deste ranking. Sua alta popularidade em um colégio eleitoral enorme como Minas gera força, porém, não acredito que seja algo que incomode o favoritismo de José Serra para ser o indicado do PSDB ao Planalto.

2) Eduardo Campos vem fazendo um trabalho razoável e deverá se reeleger. A única pessoa que pode, talvez, impedí-lo é Jarbas Vasconcelos, graças ao recall que o político tem em Pernambuco e ao destaque que vem obtendo devido às críticas que fez ao PMDB. Jarbas, porém, é cotado para ser vice na chapa tucana, o que, ocorrendo, abriria caminho para Campos.

3) Cid Gomes deve manter o Ceará sob controle da família Gomes por mais 4 anos. Sua reeleição em 2010 é dada como certa e os índices do ranking demonstram um dos motivos para que isso seja dito. Mesmo o episódio que envolveu meios públicos e uma viagem da sogra de Cid à Europa não parece ter abalado tanto sua popularidade.

4) Roberto Requião não chega a fazer um governo marcado pelas críticas, porém, já as enfrentou em alguns momentos, além de também não ter uma gestão impecável. Parece pertencer mesmo à posição intermediária que obteve se levarmos em conta os governadores envolvidos.

5) José Serra enfrentou algumas turbulências em São Paulo, mas parece que estas não chegaram a ser um problema muito grande. O tucano tem um governo razoavelmente bem avaliado e me parece favorito e com cacife político para ser o escolhido do PSDB para concorrer à presidência. Ter ficado atrás de Aécio neste ranking não parece um problema.

6) Sérgio Cabral Filho aparece em penúltimo merecidamente. Seu governo parece não ter acrescentado nada ao Estado do Rio, que vive o caos em setores como a saúde e a segurança. Com Sérgio Cabral, o PMDB conseguiu ter um governo pior do que os de Garotinho e sua esposa. Pouca coisa evoluiu e muitos setores pioraram. Cabral terá uma reeleição complicadíssima.

7) Yeda Crusius já é dita, até mesmo por alguns tucanos, como tendo sido eleita por acidente. Já não é de hoje que enfrenta problemas com a aprovação de seu governo junto à opinião pública. Tomou atitudes não muito populares que, em alguns casos, tinham de ser tomadas, o que, para mim, a exime um pouco da culpa, porém não de toda. Se por um lado Yeda agiu, em certos momentos, fazendo o que políticos normalmente não fazem simplesmente por medo de perderem votos, por outro, permitiu um racha em sua base de sustentação e diversos problemas no âmbito da equipe governamental. Sua reeleição me parece impossível.

Sucessão Mineira: Hélio Costa lidera, Anastasia bem atrás

Informa a Folha de São Paulo sobre os resultados da pesquisa do Datafolha em relação à sucessão do governo de Minas Gerais:

“O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), apresenta ampla vantagem em relação aos demais aspirantes a candidato ao governo de Minas Gerais, a um ano e sete meses da eleição. Segundo pesquisa Datafolha, Costa lidera nas quatro situações apresentadas, variando de 37% a 43% das intenções de voto.
Nos dois primeiros cenários, com quatro candidatos, ele lidera com 41%. É seguido pelo também ministro do governo Lula, o petista Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), com 11%. Na sequência aparecem o vice-governador Antonio Anastasia (PSDB), que tem 5% e está empatado tecnicamente com Maria da Consolação Rocha (PSOL), com 4%.
No segundo cenário, em que o candidato do PT é substituído pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, a vantagem de Costa cai de 30 para 13 pontos. O ministro tem 37%, contra 24% de Pimentel, sendo que a intenção de voto no petista é maior na capital (50%) e na região metropolitana (45%). Costa aparece melhor no interior, com 42%.
Na segunda situação, Anastasia -que cada vez mais vem representando o governador Aécio Neves (PSDB) pelo interior- aparece com 4% das intenções de voto. Rocha tem 3%.
O diretor do Datafolha, Mauro Paulino, afirma que neste momento vale muito o ‘recall’ do pré-candidato. No caso de Hélio Costa, as duas eleições que ele disputou ao governo, em 1990 e 1994, contribuem para que seja lembrado.”

É válido ressaltar que é provável uma aliança entre PMDB e PT, o que fortaleceria mais ainda a candidatura de Hélio Costa, que seria candidato ao Governo, tendo como aliado Patrus Ananias concorrendo ao Senado.Nesse cenário, Fernando Pimentel seria preterido.

Outro ponto importante que deve ser destacado é o fato de que Antonio Anastasia ainda é um pouco desconhecido do eleitorado, o que poderia fazer com que seus índices subissem após mais exposição do candidato e mais identificação dele como o continuador do governo de Aécio Neves, muito bem avaliado pelos mineiros.

Em resumo, o panorama da sucessão mineira ainda pode mudar bastante, porém, é inegável que Hélio Costa, muito pelo “recall”, larga na frente.

Minas e a disputa pelo Ministério do Turismo

Como citado na postagem “Sucessão mineira terá Hélio Costa”, a disputa para suceder Aécio Neves no governo do Estado de Minas Gerais deverá contar com a participação do Ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB). Sendo assim, para que não haja racha entre os partidos que possivelmente formarão a chapa presidencial em 2010, o PT cogita fazer dobradinha com o PMDB de Hélio, indicando o Ministro Patrus Ananias para o Senado.

Com esse cenário, perde espaço o ex-Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, que seria um dos possíveis pré-candidatos petistas. Pimentel provavelmente será preterido se ela aliança entre PT e PMDB em Minas se concretizar.

A par desses fatos, Pimentel já está buscando, pelo menos, fazer uma limonada com os limões. Um dos argumentos a favor de sua pretensão de ocupar o mais rápido possível o Ministério do Turismo é o fato de que provavelmente ficará de fora das disputas em Minas.

Parece que o argumento vai colar e Pimentel está na linha de tiro para ocupar o cargo que atualmente é do Ministro Luiz Barreto. Quem perde com isso é o ex-Prefeito de Recife, João Paulo (PT), que também esperava ser alocado neste Ministério.

É assim que o jogo de Minas está influindo determinantemente na escolha do novo Ministro do Turismo.

Sucessão mineira terá Hélio Costa

Contou ontem o jornalista Claudio Humberto:

“O ministro Helio Costa (Comunicações) decidiu disputar o governo do estado de Minas Gerais, em 2010. Hoje ele comunicará oficialmente sua decisão aos parlamentares do PMDB no Congresso Nacional. A candidatura será anunciada festivamente na próxima quinta-feira (12), em Belo Horizonte, a representantes peemedebistas dos 853 municípios mineiros. Costa já disputou o governo de Minas em 1990 e 1994″

Helio, se for mesmo candidato, adentrará um cenário sucessório em Minas  Gerais  que conta com Antonio Anastacia (PSDB) , atual Vice-Governador, como candidato da situação e talvez um petista que poderia ser Fernando Pimentel ou, até mesmo, o Ministro Patrus Ananias.

Digo talvez pois pode acontecer de o PT ficar de fora dessa disputa e o Ministro Patrus Ananias fazer uma dobradinha com Helio, sendo candidato ao Senado. Essa seria uma das saídas que o governo ventila para que não ocorra racha na base aliada, já que Helio é do PMDB e Patrus do PT.

Essa opção agrada Lula e Dilma Rousseff, porém, não deve agradar em nada ao ex-Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, que seria preterido e ficaria de fora da aliança, torcendo para que Dilma vença a eleição para que ele possa receber um Ministério.

Vale citar que Aécio Neves, mesmo que não seja o candidato tucano à presidência, não poderá concorrer. Ele já se reelegeu em 2006.

Do lado do Brasil

Na reportagem Dilma vai se reunir com Serra, Aécio, Cabral e Requião para propor ação conjunta, dizem Renata Giraldi e Gabriela Guerreiro, da Folha:

“A menos de dois anos das eleições presidenciais, três pré-candidatos à sucessão devem se encontrar na próxima semana em Brasília. A princípio as disputas partidárias e os palanques serão deixados de lado, uma vez que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) quer reunir os governadores de São Paulo, José Serra (PSDB), Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e do Paraná, Roberto Requião (PMDB) para propor uma ação conjunta da União com os Estados.

Dilma deve apelar para que os governadores intensifiquem medidas que levem a incentivos para a construção civil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que a prioridade no momento é buscar meios de conter os impactos da crise financeira internacional e impedir o aumento do desemprego no país.”

Esse blog defende esse tipo de reunião e acredita serem saudáveis esses encontros. Os políticos brasileiros devem ter a consciência de que, embora existam divergências políticas em qualquer lugar, pessoas que ocupam cargos de liderança executiva dentro da máquina pública nacional têm o dever de dialogar e colocar, acima das diferenças, o interesse público.

José Serra e Aécio Neves como governadores do PSDB e Dilma Rousseff como Ministra do PT, por exemplo, não devem deixar de cooperar em episódios onde a união for necessária por conta de disputas políticas, isso não tem cabimento.

Tanto para o bem do país, como para o fortalecimento da democracia, as diferenças de posição devem ser colocadas de forma saudável e a oposição feita de forma firme, porém respeitosa. Sendo assim, que dialoguem e cooperem políticos divergentes para mais tarde, quando for o momento correto, competirem em lados opostos.

O que se deve ter em mente é que os lados opostos da política devem ficar em segundo plano quando todos estão do lado do Brasil.

Sucessão mineira

“Aécio estimula vice a concorrer ao governo de Minas em 2010: Antônio Anastasia intensifica agenda para ganhar visibilidade”

Como o PSDB ainda não decidiu quem será seu candidato à presidência, não se pode ainda saber se Aécio Neves será candidato a Presidente ou a Senador em 2010. Porém, uma coisa já é certa, ele terá de se descompatibilizar do cargo de Governador de Minas Gerais, alguns meses antes das eleições, qualquer que seja seu rumo, deixando no poder o vice Antonio Anastacia.

Agora, parece que outra coisa já é certa. Antonio Anastacia não deve apenas cumprir os meses finais do mandato de Aécio. Deve ser também o candidato ao governo mineiro em 2010.

Sendo Aécio Neves um governante que delega muitas funções e que viaja bastante, acredito que Antonio Anastacia já tenha experiência suficiente para ser alguém que tem profundo conhecimento sobre como gerir o Estado de Minas Gerais, já tendo sido, além de Vice-Governador, Secretário de estado de Planejamento e Gestão e Secretário de estado de Defesa Social, e claro, tudo  isso joga a seu favor em 2010.

Porém, só isso não basta para vencer uma eleição e, também, para viabilizar um nome dentro do partido. Por isso, Anastacia está pretendendo intensificar a agenda e  agir não só no setor técnico, como também nas articulações políticas.

Como diz a matéria citada acima do Estadão:

Anastasia é o gerente responsável por coordenar o ‘choque de gestão’ na administração.

[...]

Reconhecido como eficiente técnico da gestão pública, o vice aos poucos vai se desvinculando da esfera burocrática e adentrando nos bastidores políticos, assumindo com crescente desenvoltura iniciativas como articulador. Intensificou o ritmo de palestras e cada vez mais representa o governo em viagens pelo interior, onde anuncia e inaugura obras e estreita o relacionamento com os políticos locais.”

Em resumo, Anastacia deve assumir o governo mineiro a partir de abril de 2010 e depois, se tudo correr como planejado por Aécio e seus aliados, se lançar candidato à própria sucessão.

Sabendo que pode não conquistar o poder em nível federal, a equipe de Aécio já se movimenta para manter a hegemonia em Minas Gerais e evitar qualquer chance de PT, com Patrus Ananias ou Fernando Pimentel e PMDB com Newton Cardoso ou Hélio Costa, tomarem o poder.