Arquivo da categoria ‘Geraldo Alckmin’

Sucessão Paulista: Alckmin confirmado na dianteira

A postagem “Sucessão Paulista: Alckmin na frente “ comentava sobre a opinião do blogueiro de que Geraldo Alckmin é favoritíssimo na disputa pelo governo de São Paulo.

Baseando-se em informações de Felipe Patury, o texto analisava que após a reaproximação com José Serra, governante até certo ponto bem avaliado, Geraldo Alckmin se tornou o nome mais forte para sucedê-lo e que embora seja chamado de “picolé de chuchu” e acusado de não ter carisma, o ex-Governador parece não ter competidores à altura nem dentro de seu partido, nem fora dele.

As pesquisas divulgadas pelo Datafolha confirmam a análise, tanto do blogueiro, como de setores do PSDB, os mesmos que patrocinaram a paz entre Serra e Alckmin, facilitando a indicação do segundo como candidato à sucessão do primeiro.

Informa a Folha de São Paulo, que Alckmin, atual secretário de Desenvolvimento do governador José Serra (PSDB), obtém entre 41% e 46% das intenções de voto -sempre na liderança- em todos os cenários em que ele foi citado.

Pelas informações, o melhor desempenho do tucano (46%), que governou São Paulo de 2001 a 2006, ocorre quando o candidato do PT é o ministro da Educação de Lula, Fernando Haddad. Contra Marta, o tucano obtém seu pior resultado (41%).

Como já dito por mim anteriormente, Alckmin é o grande favorito para conquistar o Palácio dos Bandeirantes e deve ser escolhido pelo partido para concorrer em detrimento do nome de Aloysio Nunes Ferreira, homem forte de Serra.

Pelo visto, São Paulo continuará com os tucanos que, além de contarem com o candidato mais bem posicionado nas pesquisas, ainda terão o apoio do DEM e do PMDB.

Sucessão Paulista: Alckmin na frente

LEIA TAMBÉM: “Sucessão Paulista: Alckmin confirmado na dianteira “

Diz Felipe Patury, na Veja:

“Uma pesquisa do PSDB mostra o acachapante favoritismo que o tucano Geraldo Alckmin pode ter na eleição para governador de São Paulo em 2010. Ele foi testado contra os petistas Marta Suplicy, Aloizio Mercadante, Antonio Palocci e Fernando Haddad. No pior cenário, Alckmin tem 48% das intenções de voto. No melhor, bate em 53%. De acordo com a apuração do instituto Pesquisa e Opinião, 39% dos paulistas querem que o PSDB continue a governar São Paulo e 44% acreditam que Alckmin merece o posto.”

Chega a ser indiscutível o fato de que, excetuando-se Geraldo Alckmin, não há nenhuma estrela de primeira grandeza da política nacional no grupo de pré-candidatos para o Governo de São Paulo.

Do lado do PT, todos têm suas fraquezas:

Marta Suplicy teve desempenho ruim no Ministério do Turismo, padeceu por declarações infelizes e coroou a má fase ao perder de goleada para Gilberto Kassab na eleição municipal da cidade de São Paulo.

Antonio Palocci, se teve algum destaque no Ministério da Fazenda, tem como ponto fraco o fato de ter sido envolvido em escândalos éticos que remontam à época em que era Ministro e, até mesmo, ao tempo que ainda era Prefeito de Ribeirão Preto. Os paulistas dificilmente esquecerão desse fato.

Aloizio Mercadante e Fernando Haddad são, ambos, candidatos fracos, que não parecem ter força política para derrotarem os tucanos. O mesmo ocorre com Arlindo Chinaglia.

Do lado do próprio PSDB de Alckmin, o outro pré-candidato é desconhecido da opinião pública:

Aloysio Nunes Ferreira tem grande apoio na militância tucana, porém, é um tanto quanto desconhecido do povo paulista e, embora seja peça importante do governo de José Serra, talvez não tenha um nome forte o bastante para se tornar o novo Governador de São Paulo. Poderia, sim, ser uma repetição de Fleury, que venceu apadrinhado pelo Governador da época, no caso, Quércia, porém, sofre com o fato de ter como adversário interno, um ex-Governador, Geraldo Alckmin.

Como se pode ver, após a reaproximação com José Serra, governante até certo ponto bem avaliado, Geraldo Alckmin se tornou o nome mais forte para sucedê-lo. Embora seja chamado de “picolé de chuchu” e acusado de não ter carisma, o ex-Governador parece não ter competidores à altura nem dentro de seu partido, nem fora dele.

Obviamente pode acontecer algo inesperado, a política tem dessas coisas. Um exemplo disso foi a vitória, em cima também de Alckmin, de Gilberto Kassab. Acontece que Kassab tinha o apoio tácito de Serra, o que enfraquecia Geraldo. Nas eleições de 2010, se for Alckmin o candidato, isso não acontecerá, tendo ele, não só o apoio de Serra, mas também o do DEM e o do PMDB de Quércia.

Alckmin me parece favorito ao Governo de São Paulo. Seria uma vitória que daria mais 4 anos de governo paulista ao PSDB.

Paulo Skaf e a sucessão paulista

Diz Ilimar Franco, no jornal O Globo:

“Os aliados viraram as costas para o PT paulista. PSB, PCdoB, PDT, PP e PR se articulam em torno da candidatura do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao governo do estado.

Do outro lado, a oposição (PSDB-DEM-PPS) atraiu PMDB, PTB e PV, para lançar Aloysio Nunes Ferreira ou Geraldo Alckmin.

A candidatura de Skaf teria como alicerce o fim da CPMF e a redução dos impostos.

Apesar de Skaf ser identificado com a oposição, os partidos que podem apoiá-lo dizem que suas bandeiras são populares, seu discurso é nacionalista e que ele dirige o sistema Sesi/Senai em São Paulo, que formou 1,2 milhão de pessoas em 2008.”

A política brasileira está cada vez mais “dinâmica”, para não dizer outra coisa. Enquanto o PSDB pode lançar tanto o serrista Aloysio Nunes Ferreira, como o, recentemente nomeado, Secretário Geraldo Alckmin, e o PT deve lançar Antonio Palocci, todos pré-candidatos que não surpreendem por o serem, o PSB deve vir de Paulo Skaf, presidente da FIESP.

Como foi dito há quase um mês neste blog, na época em que começavam a circular os boatos de que Paulo Skaf tentaria o governo de São Paulo, existe uma aparente contradição entre o pré-candidato e o partido escolhido por ele para patrocinar sua empreitada, o PSB.

Se Paulo Skaf é um dos que luta pelos interesses patronais e está namorando com o PSB, um partido socialista, para concorrer a um cargo em 2010, só existem duas conclusões possíveis.

Ou Paulo Skaf é um ótimo patrão, identificado com as causas operárias e preocupado com os interesses dos trabalhadores, ou seja, alguém de esquerda. Ou a ideologia dos principais partidos de esquerda do país, embora essa denominação já esteja um pouco ultrapassada, já foi para o beleleléu.

Acho que não é tão difícil assim saber qual a alternativa correta.

No fim das contas, o que ocorre é que, estando com os partidos da base aliada, como contou Ilimar Franco, Skaf, independentemente das contradições ideológicas e políticas entre ele e seu partido, dividirá um eleitorado e uma capilaridade com o candidato do PT, que será, provavelmente, Antonio Palocci.

Com isso, fica aberto o caminho para o PSDB, com eleitorado menos dividido, com nomes mais fortes, principalmente se o candidato for Alckmin, com apoio da Prefeitura da capital e com os feitos do governo Serra para exibir, ganhar de lavada.

Aécio e a “despaulistização” do PSDB

Normalmente, leio artigos do jornalista Ruy Fabiano, mas não chego a transcrevê-los aqui no blog. Dessa vez, por conta da ótima, e útil para os que se interessam pelo tema, análise dos esforços de Aécio no sentido de fortalecer seu nome e “despaulistizar” o PSDB, reproduzo o texto na íntegra.

Acredito que ele em muito contribuirá para o entendimento de vocês, leitores, do cenário da escolha do candidato tucano. Além de tratar, também, da relação do convite do PMDB a Aécio, e do uso desse convite por Aécio como força de valorizar seu passe, com a decisão tucana sobre seu candidato.

Sem mais delongas, segue o texto:

“A idéia de prévias no PSDB, para escolha do candidato do partido à sucessão presidencial, vem da eleição passada, 2006. O hoje líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), foi o seu mentor. A idéia não foi para frente naquela ocasião por ter faltado a Virgílio força política para impulsioná-la. Ele próprio pretendia disputar as prévias, rechaçadas por Geraldo Alckimin.

A adesão do governador de Minas, Aécio Neves, à tese encontra apoio natural em Arthur Virgílio, que continua a vê-la como fator de motivação partidária e, ao contrário do que se apregoa, indutor da unidade. Não é o que pensa, no entanto, o guru do senador, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E isso o neutraliza.

O PSDB paga caro por seu sotaque paulistano. É lá que foi gerado, e é lá que estão suas figuras principais, o que faz com que freqüentemente atropele ou mesmo ignore suas lideranças mais expressivas nos demais estados. Mesmo no âmbito do interior do estado de São Paulo, há reação a essa centralização paulistana, de que é exemplo o comportamento rebelde de Geraldo Alckmin na recente eleição municipal.

Aécio reproduz agora a reação que teve em 2002 o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati, que quis também desafiar José Serra na sucessão de então, sem êxito. Tasso foi derrotado, mas contribuiu para que o partido partisse desunido para a campanha eleitoral, vencida por Lula.

Aécio sabe que tem pouca (ou nenhuma) chance contra a seção paulistana do partido. Mas pretende manter esticada a corda até quando lhe for possível, de modo a impedir que os demais estados, sobretudo o seu, fiquem para trás nas decisões em torno da disputa.

Quanto mais mantiver sob tensão o partido, mais fortalecerá seu cacife político pessoal. A idéia de trocar de legenda e ingressar no PMDB, partido que vive a cortejá-lo, existe, mas, por enquanto, apenas compõe seu arsenal de ameaças. Ele teme o PMDB, por sua natural fragmentação. É um partido de caciques regionais, unido apenas pelos interesses fisiológicos de apoio ao governo federal.

Não há uma liderança nacional, como o foi no passado Ulysses Guimarães, que possibilitava alguma unidade à legenda. Aécio poderia ocupar esse lugar, mas receia que já não haja espaço para aquele papel. Desde que se viu privado de Ulysses, o PMDB investe na sua descentralização, que lhe permite fechar acordos em frentes antagônicas. Neste momento, por exemplo, parte do partido fecha com a candidatura de Dilma Roussef, enquanto outra, representada pela seção paulista, sob o comando de Orestes Quércia, fecha com José Serra. O partido quer estar presente no futuro governo, seja ele qual for. A ala que vier a ser derrotada sabe que será absorvida pela vencedora na seqüência imediata da posse.

Foi assim na primeira eleição de Lula, quando o hoje ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, apoiou José Serra. Na segunda eleição de Lula, já governista, Geddel o apoiou, enquanto outros correligionários, cumprindo a coreografia estabelecida, apoiavam Alckmin, mesmo sabendo-o com remotíssimas chances.

Aécio quer ser, no mínimo, um eleitor influente, capaz de garantir espaço expressivo no futuro governo. Se absorver José Serra desde já como fato consumado, terá que se conformar com um papel secundário. Se continuar sendo uma pedra no sapato daquela candidatura, será cortejado. Pode vir a ser o vice ou o indicar, garantindo também alguns ministérios importantes. Pode mudar de partido e vir a ser o candidato. Pode também estabelecer uma dissidência, que o leve a negociar votos com a candidata do PT.

Tudo dependerá dos desdobramentos. Serra, de sua parte, mantém distanciamento da briga para a qual está sendo chamado. Já admitiu as prévias, apenas para esvaziá-las. Há intermediários em cena, empenhados em inviabilizá-las. O bombeiro-chefe da operação é Fernando Henrique Cardoso, amigo de Aécio e defensor da candidatura de Serra. FHC, no entanto, não foi bem-sucedido na operação similar que pretendia, na eleição municipal do ano passado, tirar Alckmin de cena.

Até aqui, não obteve resultados melhores. Ao contrário, já recebeu de Aécio reprimendas por estar insistindo na paulistização do processo sucessório dentro do PSDB. O grande aliado tucano de Aécio não lhe tem sido de valia. É Tasso Jereissati, que, por representar o PSDB pobre – o do Ceará -, pode apenas integrar o coro dos ressentidos dentro do partido.

Mesmo sem chances, Aécio insistirá. Já agendou viagens por todo o país, em busca de apoio junto às seções regionais do PSDB. Com isso, fortalece seu cacife e impõe mais humildade aos tucanos paulistanos, fazendo-os ver que a sucessão não se resolve apenas em São Paulo. Lula assiste feliz ao embate, dando, por motivos óbvios, a maior força a Aécio”.

A posição do chefe

“Alckmin assume como secretário de Serra e recua sobre prévias para 2010″

Geraldo Alckmin, antigo defensor das prévias, que chegou até a dizer que “o PSDB já estabeleceu que para 2010 vai ter as primárias e acho que nós deveríamos fazer já”, agora recuou.

Nada mais natural, embora eu não concorde com a atitude daqueles que modificam suas convicções dependendo da ocasião, principalmente, quando essa mudança é motivada pela conveniência, e não, pela real noção de que o pensamento anterior estava equivocado.

É natural pois as prévias não são do agrado de José Serra, quem lhe estendeu a mão e quem, a partir da nomeação de Alckmin como Secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, passou a ser o “chefe” do ex-Governador.

Enquanto isso, Aécio Neves estaria falando para os mais próximos que não gostou nem um pouco do aceite de Alckmin, afinal, isso enfraqueceria seu nome para 2010, devido à união do PSDB paulista em torno de Serra. Porém, o que Geraldo poderia fazer? Até mesmo este blog já noticiou que para Alckmin, a falta de cargo, já estava, supostamente, doendo até no bolso.

O furo no bolso

“Ao lado de FHC e Serra, Alckmin toma posse em secretaria”

Ok. Geraldo Alckmin tomou posse como novo Secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, aproximando-se de José Serra e gerando, em muitos, a sensação, de veracidade provável, de que esse acordo visa viabilizar o nome de Alckmin para se candidatar ao governo estadual em 2010, ao passo que, estebelece a união do PSDB paulista em torno de Serra, diminuindo as chances de Aécio Neves. Esse seria, provavelmente, o objetivo político de Serra, mas parece que existe outro motivo.

Conta Ricardo Noblat, em postagem de seu blog, que Geraldo Alckmin teria se queixado com alguns, fazendo chegar aos ouvidos da direção do partido,  de problemas financeiros. Parece que os rendimentos provenientes da prática da medicina, entre outras coisas, não estavam mantendo o alto padrão de vida da família Alckmin. Sendo assim, Alckmin, que havia perdido a eleição municipal, e quem sabe procurava a Prefeitura atrás, também, de um bom salário, sendo esta uma suposição minha, precisava de um cargo.

Continua Noblat, dizendo que Serra foi informado disso tudo por uma cúpula tucana que se senbilizou e decidiu convidar Alckmin, com que teve alguns desentendimentos políticos em passado recente, para conversar. A conversa deu origem ao convite.

Pelo visto, existiram, obviamente, motivações políticas que levaram a essa nomeação, afinal, o acordo entre Serra e Alckmin pode, de certa forma, servir ao interesse dos dois e, ao mesmo tempo, atrapalhar as aspirações daqueles que se opõem a eles. Porém, existiu também o furo no bolso.

A competência política de José Serra

Alckmin e Serra

“Alckmin é o novo secretário de Desenvolvimento de Serra”

Este blog vinha falando bastante, nos últimos dias, sobres os possíveis rumos políticos do ex-Governador Geraldo Alckmin. A conclusão era de que tudo dependeria muito da vontade política de José Serra, já que seu grupo dispõe hoje de mais força política dentro do partido.

E não é que José Serra e Geraldo Alckmin fizeram as “pazes políticas”? A nomeação do ex-Governador paulista para a Secretaria de Desenvolvimento foi um movimento inteligente do Governador José Serra, que se traduz em um facilitador do seu rumo até a presidência do país.

Dando a Secretaria do Desenvolvimento a Alckmin, José Serra confere a ele o trabalho de liderar o setor do governo que batalhará contra a crise econômica, além de representar importante fatia do orçamento estadual. Com isso, Alckmin vislumbra a possibilidade de, sendo bem sucedido em suas tarefas, montar um discurso que possibilite a sua candidatura pelo PSDB ao governo paulista, tendo reais possibilidades de vitória devido ao fato da visibilidade que terá nessa importante Secretaria.

Enquanto sela a paz com o Alckmin, agindo, nas palavras de FHC, com grandeza e maturidade, colocando divergências em segundo plano, José Serra gera um acordo dentro do PSDB paulista em torno do seu nome, o que o fortalece mais ainda na disputa com Aécio Neves pela indicação partidária para concorrer ao Planalto. Aécio era, justamente, o incentivador e favorecido das farpas entre Serra e Alckmin, tendo até mesmo estimulado o ex-governador a concorrer à Prefeitura de São Paulo, o fato que mais acirrou as diferenças entre Alckmin e Serra.

Somando esse acordo ao recente apoio do DEM ao nome de Serra, vai se pavimentando o caminho para que o candidato do PSDB seja mesmo o paulista. Ao passo que Aécio Neves viaja pelo país tentando se viabilizar e ser mais conhecido, Serra, com suas astúcia e competência políticas, vai costurando apoios importantíssimos e lucrando mais, com as notícias de um dia, do que Aécio poderá em um mês de viagens. Isso ocorre pois Serra dá passos mais firmes e consistentes.

E não podemos nos esquecer de um detalhe: Quanto mais unido fica o PSDB e quanto mais fácil tudo se torna para Serra, mais difícil fica para Dilma vencê-lo em 2010. Embora não possamos esquecer dos conselhos inteligentes de aliados e do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, temos que reconhecer que, até o momento, José Serra está sendo, mesmo, muito competente politicamente.

As opções, variáveis e esperas de Alckmin [4]

Este blog tem falado, em todas as postagens sobre o assunto, que Geraldo Alckmin tem como opções ser candidato a Governador ou Senador pelo PSDB e aos mesmos cargos pelo PTB. Porém, tem falado também, sobre as dificuldades e empecilhos para que cada uma dessas variáveis ocorra.

Já foi dito que as candidaturas ao Governo de São Paulo e ao Senado, pelo PSDB, dependem da vontade do grupo que hoje comanda o partido no estado de São Paulo, que é o do Governador José Serra, sendo a primeira desejada por Alckmin e a segunda uma espécia de consolação, mas que, porém, se depender desse grupo, a chapa da coligação a ser formada em 2010 será  Aloysio Ferreira Nunes para o governo, com Guilherme Afif e Orestes Quércia para o Senado. Já foi falado também que se Alckmin se dirigisse ao PTB, enfrentaria resistência de Romeu Tuma se quisesse o Senado, mas teria caminho livre para concorrer ao governo.

Assim como esse blog ficou sabendo disso, Geraldo Alckmin, obviamente, também ficou. E não deixou de comentar todo esse cenário. Sonia Racy, em sua coluna “Direto da Fonte”, do Estadão, repercutiu em uma postagem o aviso que Alckmin enviou aos tucanos. Reproduzo na íntegra:

“Geraldo Alckmin manda aviso à tucanagem, via auxiliares: não sai do PSDB, não sai candidato ao Senado e nem à Câmara. Ou seja, quer ser o nome do partido para suceder José Serra em 2010 – e preparem-se todos para rever as brigas internas de 2006 e 2008. A decisão é resposta ao grupo que ‘lançou’ no fim de semana o nome de Aloysio Ferreira Nunes, com Guilherme Afif e Orestes Quércia para o Senado. O aviso vem com uma promessa de boas intenções. Ele jura que não quer bater de frente como o governador. ‘A relação entre eles está muito boa’, garante um alckmista. Até quando?”

Alckmin, se quiser conseguir a candidatura pelo PSDB, vai ter mesmo que manter, supondo que realmente existe, uma relação boa com Serra, até por que o Governador vai querer um bom palanque nas eleições presidenciais. Aliás, dá para perceber que nos bastidores a candidatura de Serra à presidência é mesmo certa, afinal, se não fosse, ele mesmo poderia estar sendo cogitado para o governo estadual, tentando a reeleição, o que parece não acontecer.


Mais sobre São Paulo e nada sobre o Rio

“Nomes novos entram no páreo para o governo de SP em 2010″

A reportagem citada acima, do Estadão, fala sobre os novos nomes que estão sendo cotados para concorrer ao governo paulista. Ela credita o fenômeno de PSDB e PT estarem procurando outros nomes, fora dos usuais, em parte ao  “efeito Kassab”, que, além de vencer dois nomes fortes dos partidos, Geraldo Alckmin e Marta Suplicy, respectivamente, diminuiu o cacife político dos dois.

Como já foi dito aqui nesse blog, em diversas postagens recentes, os nomes tucanos vão desde o atual vice Alberto Goldman, até o atual Secretário da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira Filho, passando pelo deputado José Aníbal. Do lado petista, cogita-se desde Antonio Palocci até Fernando Haddad, passando por Aloizio Mercadante e prefeitos de municípios do Estado.

Do mesmo modo que Marta pode tentar ainda ser a candidata, embora tenha poucas chances, Alckmin pode lutar para ser o candidato tucano, mas deve mesmo ser preterido. Ambos perderam muito poder de fogo no episódio das eleições municipais.

Mas vou parar de falar de São Paulo por um instante. Até porque a verdade é que ainda temos que esperar alguns meses para termos uma definição sobre as candidaturas para a eleição estadual paulista de 2010. Analisemos um pouco o Rio de Janeiro.

Um fato que observo sobre as notícias que falam da sucessão no governo estadual paulista, não tem muito a ver com o Palácio dos Bandeirantes em si. Na verdade, diz respeito ao Rio de Janeiro.

Quanto mais leio sobre São Paulo, vejo que são escassas as notícias sobre a sucessão no Rio. É fato que São Paulo é o estado mais rico do país, com o governo que mais tem importância na política nacional, gerindo um orçamento maior do que o de diversos estados brasileiros somados. Porém, acho que um pouco da verdade é que o Rio de Janeiro anda perdendo importância, ano após ano. Cada vez mais a política nacional passa menos pelo Rio, faz tempo que não temos um Presidente com carreira política construída aqui.

Pelo que conheço da política carioca, acho que ela está se mediocrizando. Sim, está se apequenando, elegendo candidatos oriundos de redes de assistencialismo ou de representações de milícias e facções do tráfico de drogas. Por mais que outros estados, inclusive São Paulo, passem por problemas semelhantes, vejo que no Rio de Janeiro é impressionante a falta de capacidade e competência dos políticos. Poucas são as cabeças pensantes.

Independentemente do lado que qualquer carioca escolha, há que se reconhecer que, salvo raras exceções, a política estadual, até mesmo em um quesito básico como instrução, está desértica.

Parece que a política brasileira não passa mais pelo Rio. O próprio Governador Sérgio Cabral tem como sonho ser apenas Vice-Presidente. Restam apenas nomes pontuais como o governador, Cesar Maia, Fernando Gabeira, Denise Frossard, entre outros poucos. Partidos como o PT e o PSDB não dispõem de um nome forte nacionalmente no estado. Para ilustrar a gravidade do que digo, o último candidato fluminense à Presidência foi Anthony Garotinho, aquele que instituiu os programas onde “tudo é 1 real”.

A Cidade Maravilhosa ainda é pólo cultural, turístico e de serviços. O estado dispõem de importantes indústrias e alta produção de petróleo. Mesmo assim, vê sua influência diminuída. Credito muito disso aos governos incompetentes dos peemedebistas Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral.

Quem sabe 2010 nos traga um novo rumo e, com ele, um novo lugar para o Rio na política nacional. Como pode o estado que tem a segunda maior cidade do país, antiga capital federal e recente sede dos Jogos Pan-Americanos, não ter voz? Não ter um presidenciável?

Os governos estaduais recentes não foram dignos da grandeza do estado do Rio de Janeiro. A repercussão pequena dos acontecimentos políticos do estado são espelho disso.

As opções, variáveis e esperas de Alckmin [3]

Blog do Noblat: “O palanque paulista para 2010″

Ricardo Noblat repercute, na postagem referendada acima, a opinião de Felipe Patury, publicada na revista Veja, sobre as eleições estaduais de 2010 em São Paulo.

Reproduzo a citação de Patury, por Noblat,  na íntegra:

“Os aliados do governador de São Paulo, José Serra, consideram que está praticamente montada a chapa que disputará sua sucessão em 2010. O candidato a governador deve ser Aloysio Nunes Ferreira, chefe da Casa Civil de Serra. O DEM cedeu a vaga de vice ao PSDB, partido de Ferreira e Serra.

Em troca, ganhará o direito de indicar Afif Domingos como candidato a uma das duas vagas do Senado. A outra será do PMDB de Orestes Quércia. O arranjo paulista foi facilitado pela disposição do DEM de fazer tudo o que puder para viabilizar a campanha de Serra a presidente.

Prova disso é que os democratas já abriram mão do posto de vice-presidente na chapa de Serra. Pretendem, assim, facilitar uma composição interna no PSDB ou uma aliança com o PMDB.”

Pelo que se pode perceber, tomando os dados da declaração como verdadeiros, os nomes para as eleições estaduais de 2010 já estariam definidos. Aloysio Nunes Ferreira viria para suceder Serra, o DEM deixaria a vaga de vice com o PSDB, o que também  seria feito na eleição presidencial, em troca do apoio a Afif, e no caso da eleição presidencial, de outros apoios, e a outra vaga no Senado seria de Quércia, que traria o PMDB para a aliança, pelo menos em São Paulo.

Tudo isso combina exatamente com o que está sendo discutido, aqui no blog, através das postagens “As opções, variáveis e esperas de Alckmin” e “As opções, variáveis e esperas de Alckmin [2]“, tanto nos corpos do texto, como nos comentários. Vale ressaltar que elas proporcionam leitura importante para o entendimento da postagem atual.

Enfim, as vagas na chapa, e os nomes tratados para ocupá-las, nessa declaração de Patury, são justamente o alvo da discussão, travada nesse blog, sobre o rumo do ex-Governador Geraldo Alckmin. As vagas seriam as possibilidades de Alckmin e os futuros ocupantes delas, aqueles que acabam por retirar mais uma varíavel do leque de escolha do ex-Vice-Governador de Mário Covas.

Quem está acompanhando as postagens sobre o assunto, ou quem procurar os textos antigos pelos links, perceberá que esse blog abria como opções para Alckmin a espera pela candidatura ao governo como tucano, a candidatura ao governo pelo PTB, a candidatura ao Senado como tucano ou a candidatura ao Senado pelo PTB. Restava também, é claro, a opção de nada fazer.

A tentativa de atingir o governo do Estado, pelo PSDB, ficou muito difícil. As vagas do Senado estão ocupadas tanto na aliança PSDB-DEM-PMDB (Quércia e Afif), quanto no PTB (Tuma). Restaria a Alckmin tentar o governo de São Paulo pelo PTB, sabendo que irá perder, porém, mantendo a exibição de sua imagem junto ao eleitorado, ou, continuar tucano e, de forma provável, nada fazer, literalmente.

O que fica latente é que as opções que restaram para Alckmin não são as melhores e que as variáves dele estão escasseando. Será difícil para o ex-Governador seguir um caminho que não tenha, ou altas apostas, ou riscos de ficar no ostracismo.

Esperemos para ver se existe um “tino político” de Geraldo Alckmin.  Quem sabe ele possa vir, talvez, dos Alckmistas, que, partindo de um trocadilho infame, terão mesmo que fazer mágica para livrar o tucano de escolher entre a cruz e a caldeira, não necessariamente nesta ordem.

Próxima Página »