Arquivo da categoria ‘Eleições Estaduais’
Rumo de Palocci pode ser a Casa Civil
Em primeira mão:
Informações que chegaram a este blogueiro dão conta de que já estaria sendo cogitado outro rumo para Antonio Palocci que não a candidatura ao Governo de São Paulo.
Caso o ex-Ministro da Fazenda venha a não concorrer ao Governo paulista por conta do julgamento pelo STF do caso da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que tem Palocci como um dos réus, ele poderia vir a ocupar a vaga de Dilma Rousseff na Casa Civil.
É isso mesmo. Se Palocci acabar por não concorrer ao Governo paulista, ele poderia assumir a pasta de Dilma, que provavelmente se descompatibilizará em março de 2010 para concorrer à presidência.
Este blog está avisando em primeira mão. Pouquíssimos meios já deram esta notícia.
O blogueiro acompanhará o desenrolar dessa história e os manterá informados.
Petistas querem que Palocci ignore Supremo
Informa o Estadão:
“Setores do PT empenhados em articular o nome do ex-ministro Antonio Palocci ao governo paulista em 2010 começaram a pôr em prática uma campanha para que ele admita o interesse em disputar e dê o sinal verde para os preparativos da corrida eleitoral. Preocupados em garantir seu próprio espaço nas negociações, petistas que endossam Palocci querem convencê-lo a ignorar o caso que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), pela quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa.“
Este blogueiro não cansa de dizer: Por mais que eu admita que o PT não tem muitos nomes fortes para concorrer ao Governo de São Paulo, as chances de Palocci seriam diminutas.
Mesmo com o Presidente Lula colocando seu cacife eleitoral em jogo, dificilmente a população, principalmente sendo a do Estado de São Paulo, onde a consciência política é um pouco maior, esqueceria dos escândalos envolvendo Palocci.
Se para mim, com a possível absolvição de Palocci, ele já poderia ser visto como um culpado impune, e não, como um inocente, que dirá se ele, como querem os petistas citados no trecho acima, ignorar o caso que tramita no STF e seguir em frente de qualquer forma.
Digo e repito: Palocci terá poucas chances de sucesso se for o candidato petista. Principalmente se enfrentar Geraldo Alckmin, e não, Aloysio Nunes Ferreira.
Ignorar o caso do STF seria ainda pior. Nem o discurso de que foi absolvido e que, por isso, não merece ser visto como alguém que comete irregularidades, Palocci poderia usar, caso a Corte não viesse a apreciar o caso antes das eleições.
Imaginem o que aconteceria, ainda, se o PT se unisse em torno de Palocci, construísse sua candidatura e depois, em uma reviravolta, ele fosse condenado.
Está difícil para o PT, pois, se Palocci não é um candidato com grandes chances, também não existe outro que assim seja.
Eleições de 2010 forçarão reforma ministerial
Segundo informações da Folha de São Paulo, o governo será obrigado a promover uma reforma ministerial em março de 2010 por conta das eleições que ocorrerão no fim do mesmo ano. Acontece que a previsão é de que diversos Ministros, e secretários, tentem conquistar cargos eletivos em 2010.
Informa Josias de Souza que, pelas contas do Planalto, pelo menos 18 dos 37 ministros e secretários com status ministerial vão tentar a sorte nas urnas de 2010. O número pode subir para 20.
Como a lei prevê a descompatibilização de pessoas que ocupam certos cargos para que possam concorrer a outros, o governo de Lula prevê a reforma, que atingiria, por exemplo, a Casa Civil, já que Dilma Rousseff pretende concorrer à presidência.
Segundo as informações, estamos atualmente na fase em que o governo está identificando quem vai concorrer em 2010, necessitando, consequentemente, do pedido de afastamento do cargo que ocupa atualmente. Uma fase futura escolherá os substitutos.
Por hora, este blog apenas pode informar quem são os Ministros e Secretários que devem sair de cena em março de 2010 para retornarem na campanha das eleições de outubro.
Segue a lista:
01- Dilma Rousseff (Casa Civil)
02- Henrique Meirelles (Banco Central)
03- Tarso Genro (Justiça)
04- Patrus Ananias (Desenvolvimento Social)
05- Paulo Bernardo (Planejamento)
06- Geddel Vieira Lima (Integração Nacional)
07- Hélio Costa (Comunicações)
08- José Múcio Monteiro (Coordenação Política)
09- Fernando Haddad (Educação)
10- Reinhold Stephanes (Agricultura)
11- José Gomes Temporão (Saúde)
12- Márcio Fortes (Cidades)
13- Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário)
14- Orlando Silva (Esportes)
15- Carlos Minc (Meio Ambiente)
16- José Pimentel (Previdência)
17- Carlos Lupi (Trabalho)
18- Altemir Gregolin (Secretaria da Pesca)
Diz-se que o número pode subir para 20 por conta das dúvidas sobre Nelson Jobim e Mangabeira Unger.
Dossiês: Portas para a impunidade
Comentando a postagem sobre a sucessão gaúcha, que tem o título “Sucessão Gaúcha: Yeda, Fogaça e Rigotto “, disse o leitor Emerson que ele seria um ex-funcionário público do Estado do Rio Grande do Sul que teria sido exonerado, sem justa causa, pelo ex-Governador Germano Rigotto (PMDB).
Emerson diz que, por ter sido exonerado por perseguição política, divulgaria uma papelada “podre”, como ele mesmo chama, sobre Rigotto, com o intuito de atrapalhar sua campanha caso ele venha a ser candidato. O leitor adiciona que dispõe destes papéis.
Eu não tenho idéia a respeito de quem é Emerson, afinal, este blog é aberto para qualquer um comentar, e também não sei se suas alegações tem algum fundo de verdade, porém, se tiverem, repudio a intenção dele de utilizar a papelada como uma espécie de “dossiê” para comprometer uma possível campanha de Rigotto.
Acho que, se Emerson é real e se a papelada realmente existe, ela deve, sim, ser divulgada. A coragem de denunciar erros de políticos a despeito das possíveis consequências é louvável, porém, as denúncias devem ser feitas para que a lei seja cumprida e não para prejudicar um ou outro, por conta de vinganças, rivalidade, ou até, picuinhas.
Disse para Emerson na resposta ao seu comentário, e repito aqui, que se os documentos existem, que sejam utilizados para que as pessoas que transgrediram sejam punidas e não como artifício para campanhas politicas.
Eles deveriam ser entregues à justiça, desde já. Documentos que comprovam irregularidades foram inventados justamente para registrar, de alguma forma, certas falcatruas e possibilitar a punição dos que as levaram a cabo.
Tenho asco de “dossiês”, para mim eles são coisas que representam o seguinte esquema: “Não me faça mal, que ficarás impune”. O “dossiê” se constitui de informações que deveriam ser imediatamente expostas, mas que, por conveniência, são guardadas em sigilo para um momento oportuno.
Enquanto o momento não chegar, o que agiu de forma ilícita ficará impune. Se o momento não chegar, ou conchavos forem feitos, a pessoa não pagará pelo que fez nunca.
Dossiês, ao invés de denúncias instantâneas, são portas para a impunidade. Eles favorecem chantagem, e não, cumprimento da lei.
Não leve para esse lado Emerson. Se você é real, e as acusações também, contacte a justiça.
Roriz ensaia retorno ao cenário político
Este blog noticiou, na ocasião da divulgação dos resultados das pesquisas do Datafolha que simularam as disputas pelos governos estaduais brasileiros, que Joaquim Roriz (PMDB) e José Roberto Arruda (DEM) lideravam, próximos um do outro, a pesquisa que simulou a eleição no Distrito Federal.
Alguns já esqueceram, mas muitos ainda não, que Roriz renunciou ao cargo de Senador, dois meses depois de ter assumido, para não ser cassado por corrupção. Em resumo, saiu para não perder o mandato, aquele velho esquema “clássico”.
Pois bem. Informa Ricardo Noblat que Roriz, a despeito de todas as denúncias e do fato de ter sido pego na Operação Aquarela, o que o levou a responder processo criminal por suspeita de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, ensaia seu retorno ao cenário político, buscando enfrentar José Roberto Arruda com o intuito de retomar o Governo do Distrito Federal.
Conta ainda Noblat que ontem, em claro comício de Roriz, o locutor repetia que aquilo não era política, só um ponto de encontro para que o ex-Governador pudesse matar a saudade do povo. Com a voz embargada, Roriz discursou, dizendo que segue a determinação de Deus, que mandou que ele deixasse de lado o patrimônio econômico para se dedicar ao patrimônio do povo.
Vale ressaltar que o comício teve trio elétrico, distribuição de sorvete e cabos eleitorais passando um livro de assinaturas para coletar o endereço dos presentes, além de faixas e adesivos em forma de coração com o nome de Roriz, na cor azul, sua marca. O evento contou ainda com a presença de Gim Argello (PTB-DF), que assumiu a vaga de Roriz no Senado e é aquele que articulou com Renan Calheiros a entrega do comando de uma Comissão do Senado a Fernando Collor, e de Valdir Raupp (PMDB-RO).
Ministros do PT se preocupam com palanques estaduais e PMDB
Segundo o Estadão, a dificuldade para fechar alianças com o PMDB nos maiores colégios eleitorais e o impacto da crise financeira na sucessão de 2010 teriam sido os principais temas de uma reunião sigilosa entre 12 ministros do PT e dirigentes do partido com o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, na noite de terça-feira.
Em três horas de conversa após o expediente, na sede do Diretório Nacional, os petistas teriam mostrado preocupação com a montagem dos palanques estaduais para sustentar a campanha da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto, em 2010.
Ao que parece, a disputa entre PT e PMDB no Senado, que colocou os grupos de Tião Viana e José Sarney, respectivamente, em rota de colisão, respinga também nos estados. Ou seja, a aliança entre o governo e as lideranças do PMDB, que de certa forma diminuiu o poder de fogo dos petistas, não é tão bem aceita assim nos níveis mais baixos.
Da mesma forma que o PSDB luta para, juntamente com DEM e PPS, ter apenas um candidato em cada estado apoiado pelos três partidos da aliança, o PT tenta unificar os palanques estaduais com o PMDB. Acontece que a tarefa fica muito mais difícil quando os aliados são os peemedebistas.
Existem problemas entre Geddel Vieira Lima (PMDB) e Jaques Wagner (PT) na Bahia, entre Sérgio Cabral (PMDB) e Lindberg Farias (PT) no Rio de Janeiro e entre Hélio Costa (PMDB) e Patrus Ananias, ou Fernando Pimentel, ambos do PT, em Minas Gerais. Isso sem falar dos estados em que o PMDB pode apoiar a oposição, se recusando a se unir ao PT, como São Paulo, onde Orestes Quércia já declarou apoio aos tucanos.
Ainda segundo o Estado de São Paulo, o diagnóstico predominante no encontro petista teria sido o de que o PT deve trabalhar pela repetição do casamento de papel passado com os aliados históricos e com o PMDB, mesmo se tiver de sacrificar candidatos próprios.
Em resumo, muitos petistas que têm candidaturas viáveis em seus estados deveriam, quando seus nomes representarem obstáculos para o PMDB, desistirem da candidatura. Pelo apoio a Dilma, o PMDB obteria essa vantagem em diversos estados.
Muitos petistas, principalmente os históricos, não vão gostar nada dessa história de o governo ser mais PMDB do que PT. Acontece que só resta isso para Lula. Sem o PMDB, Dilma não terá muitas chances.
Sérgio Cabral e o “famigerado” muro [2]
Na postagem “Sérgio Cabral e o ‘famigerado’ muro”, este blog comentou sobre o intuito do Governador do Rio de Janeiro de construir um muro ao redor de algumas favelas cariocas para conter seu crescimento.
O texto falava sobre o fato de todos os pontos do espectro político-ideológico terem criticado a medida, em resumo, sobre Cabral não ter conseguido apoio de ninguém com relação à empreitada que, por sinal, é paliativa e errônea.
Pois bem. Vejam o que diz a Folha de São Paulo sobre o tema:
“Rio fará muro em 11 favelas de área nobre: Obras irão custar R$ 40 milhões; medida foi criticada por ambientalista, sociólogo e até pelo escritor português José Saramago”
Além de estar comprovado que Cabral está pensando em levar a cabo algo que não tem o apoio de ninguém, o que prova quão péssima é a idéia, está explícito ainda que o gasto de dinheiro público será enorme.
Como disse este blogueiro na primeira postagem sobre o tema: Que venha 2010 e alguém mais sensato passe a governar o Rio de Janeiro. Hoje temos um Governador que prega medidas no mínimo erradas e um Prefeito que se submete a essas ideias estapafúrdias.
Tarso Genro ainda acreditaria na candidatura a Presidente
Segundo Claudio Humberto, Tarso Genro estaria ainda disposto a lutar pelo projeto presidencial. Ao que parece, ele poderia acreditar que a candidatura de Dilma Rousseff, dependendo dos índices obtidos pela Ministra nas pesquisas de intenção de voto futuras, ainda poderia naufragar.
Ele seria o motivo dele ter, surpreendentemente, meio que descartado concorrer ao Governo do Rio Grande do Sul.
Será? Acho que não. Até porque Tarso deve saber que Dilma, mesmo que não decole, ainda será a abençoada por Lula que, dentro do PT, tem status de messias.
Por outro lado, se por acaso a dúvida levantada por Claudio Humberto proceder, seria uma divisão e tanto dentro do PT. Divisão essa, camuflada. Ela daria razão aos que acreditam que a união dentro do Partido dos Trabalhadores foi conseguida de forma muito fácil e, consequentemente, suspeita.
Eu, particularmente, duvido um pouco que Tarso Genro ainda acredite que possa ser o candidato. Principalmente por Lula querer Dilma. Porém, sendo assim, fica ainda a incógnita sobre porque ele não desejaria concorrer ao Governo gaúcho.
Poderia ser para que o PT oferecesse mais alguma coisa ao PMDB em troca do apoio a Dilma, sendo isso, a aliança com o PMDB gaúcho. Porém, o PMDB gaúcho estará, provavelmente, fechado com os tucanos. Não seria esse o motivo.
É realmente muito estranho. Será que ele sabé que perderia? Será que ele tem o conhecimento de que existem denúncias contra ele que seriam utilizadas? A ver.
Sérgio Cabral e o “famigerado” muro
Recentemente o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou uma medida que visa a contenção das favelas cariocas: A construção de um muro ao redor delas.
Para quem ainda não sabe, é isso mesmo. Sérgio Cabral pretende construir muros em certos limites atuais de algumas favelas do Rio de Janeiro para controlar o crescimento das mesmas.
Com esta medida claramente paliativa e, com certeza, errônea, Cabral conseguiu uma proeza difícil de se realizar: Foi criticado por todos os lados do espectro político. Pessoas de direita, de esquerda, brasileiros, estrangeiros, todos estão receosos e fazendo críticas quanto ao projeto do atual Governador do Rio de Janeiro.
Para ilustrar, reproduzo alguns comentários:
Jornalista Aydano André Motta:
“O que se esconde atrás do muro é puro, cristalino preconceito. O governo municipal, anacrônico como ele só, busca, com suas barreiras, sinalizar à classe média conservadora da Zona Sul que as favelas não vão crescer. Tenta agradar a turma que morre de medo de favelado, acha que lá só mora bandido – quando a esmagadora maioria dos habitantes, quase todos, é de trabalhadores honestos, gente que leva uma vida dura, sofre discriminação e, na maioria, serve aos bacanas.”
José Saramago:
“Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio”
BBC:
“O anúncio do governo do Rio de Janeiro de que pode construir um muro para cercar as favelas foi criticado por especialistas em direitos humanos e desenvolvimento urbano. O diretor do Programa de Direitos Humanos da Universidade de Harvard, James Cavallaro, compara a proposta à decisão do governo de Israel de construir um muro na Palestina. ‘Infelizmente é uma situação de apartheid social. Todo mundo sabe que não vai dar certo’. Para o professor Jorge Fiori, da Universidade College London, o projeto de construir muros nas favelas do Rio contraria toda a política de integração. ‘O muro é um absurdo, vai contra tudo o que se tem feito em termos de favela no Rio de Janeiro, contra projetos que buscam a integração e não o isolamento das favelas’, diz Fiori, que é especializado em desenvolvimento urbano.”
Elio Gaspari:
“O mais famoso dos muros, o de Berlim, erguido em nome da defesa da moeda da Alemanha comunista. Para a utopia de um Rio sem favelas (ou sem os seus moradores), o Muro do Cabral cria a expectativa de uma cidade onde essa questão, mesmo sem ser resolvida, será contida fisicamente. Quando uma comunidade crê que muros resolvem problemas sociais e urbanos há algo de estranho acontecendo. Sobretudo quando ela é governada por um cidadão que defendeu o aborto como instrumento de política de segurança e classificou a Rocinha como ‘fábrica de produzir marginal’. Julgar Sérgio Cabral pelas excentricidades que fabrica banaliza os problemas do Estado que ele administra. A sério, ele piora. “
Fica comprovado que Cabral está conseguindo unir todos contra ele. Com certeza o Governador terá uma luta pela reeleição bem difícil pela frente. Talvez impossível, dependendo de como as coisas caminharem.
Mas a reeleição de Sérgio Cabral é o que menos me preocupa, pelo contrário, tomara mesmo que ele deixe o governo do Rio de Janeiro. O que tira o sono é o fato de que a besteira dos muros, por mais que venha a conseguir, paliativamente, conter o crescimento geográfico das favelas, poderá gerar problemas sociais catastróficos.
Está na cara, para quem quiser ver, que as favelas devem ser urbanizadas, transformadas em bairros integrados aos outros mais nobres. Além disso, é óbvio para qualquer um que a favela tem, internamente, a sua lei própria, pois o Estado não faz presente a sua lei oficial. Há que se haver a entrada do Estado nas comunidades, com educação, saúde, saneamento básico e, também, lazer, para que os jovens se afastem das drogas e as novas gerações cresçam saudáveis.
Colocar os moradores de favelas entendendo que as pessoas mais abastadas são opressoras e que eles são interpretados por elas como merecedores de serem confinados poderá, além de não resolver o problema, criar um conflito de proporções gigantes e consequências tenebrosas.
Que venha 2010 e alguém mais sensato passe a governar o Rio de Janeiro. Hoje temos um Governador que prega medidas no mínimo erradas e um Prefeito que se submete a essas ideias estapafúrdias.
Aprovação dos governadores: Aécio lidera o ranking
“Aécio Neves lidera ranking de governadores; Serra está em 5º”
“No segundo mandato à frente do governo de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) continua na liderança do ranking de avaliação dos governadores feito pelo Instituto Datafolha. A pesquisa, publicada na edição de hoje da Folha mostra que em uma escala de zero a dez, Aécio recebeu nota 7,6 dos eleitores e que seu índice de aprovação é de 77%.
A pesquisa, feita do dia 16 ao dia 19 de março, inclui os nove principais Estados do país e o Distrito Federal.
O governador paulista José Serra, que lidera as pesquisas para a Presidência em 2010 e disputa com Aécio a candidatura do PSDB, perdeu duas posições em relação ao levantamento anterior, de novembro de 2007, e foi para o quinto lugar, apesar de sua aprovação ter ido de 49% para 54% e sua nota passado de 6,5 a 6,6.
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), é a mais mal avaliada, com nota 4,3 e índice de popularidade de 17%.”
Antes dos comentários sobre os resultados dessa pesquisa do Datafolha, segue o ranking completo:
01) Aécio Neves (PSDB-MG) – Nota 7,6 – Aprovação de 77%
02) Eduardo Campos (PSB-PE) – Nota 7,0 – Aprovação de 56%
03) Cid Gomes (PSB-CE) – Nota 6,9 – Aprovação de 55%
04) Roberto Requião (PMDB-PR) – Nota 6,6 – Aprovação de 57%
05) José Serra (PSDB-SP) – Nota 6,6 – Aprovação de 54%
06) José Roberto Arruda (DEM-DF) – Nota 6,4 – Aprovação de 59%
07) Jaques Wagner (PT-BA) – Nota 6,4 – Aprovação de 44%
08) Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) – Nota 6,3 – Aprovação de 45%
09) Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ) – Nota 6,0 – Aprovação de 39%
10) Yeda Crusius (PSDB-RS) – Nota 4,3 – Aprovação de 49%
O ranking obtido através dos resultados da pesquisa do Instituto Datafolha permite algumas análises e conclusões sobre os 5 primeiros e os 2 últimos, vamos a elas:
1) Aécio Neves mantém sua grande aprovação em Minas Gerais, sendo o maior beneficiado da divulgação deste ranking. Sua alta popularidade em um colégio eleitoral enorme como Minas gera força, porém, não acredito que seja algo que incomode o favoritismo de José Serra para ser o indicado do PSDB ao Planalto.
2) Eduardo Campos vem fazendo um trabalho razoável e deverá se reeleger. A única pessoa que pode, talvez, impedí-lo é Jarbas Vasconcelos, graças ao recall que o político tem em Pernambuco e ao destaque que vem obtendo devido às críticas que fez ao PMDB. Jarbas, porém, é cotado para ser vice na chapa tucana, o que, ocorrendo, abriria caminho para Campos.
3) Cid Gomes deve manter o Ceará sob controle da família Gomes por mais 4 anos. Sua reeleição em 2010 é dada como certa e os índices do ranking demonstram um dos motivos para que isso seja dito. Mesmo o episódio que envolveu meios públicos e uma viagem da sogra de Cid à Europa não parece ter abalado tanto sua popularidade.
4) Roberto Requião não chega a fazer um governo marcado pelas críticas, porém, já as enfrentou em alguns momentos, além de também não ter uma gestão impecável. Parece pertencer mesmo à posição intermediária que obteve se levarmos em conta os governadores envolvidos.
5) José Serra enfrentou algumas turbulências em São Paulo, mas parece que estas não chegaram a ser um problema muito grande. O tucano tem um governo razoavelmente bem avaliado e me parece favorito e com cacife político para ser o escolhido do PSDB para concorrer à presidência. Ter ficado atrás de Aécio neste ranking não parece um problema.
6) Sérgio Cabral Filho aparece em penúltimo merecidamente. Seu governo parece não ter acrescentado nada ao Estado do Rio, que vive o caos em setores como a saúde e a segurança. Com Sérgio Cabral, o PMDB conseguiu ter um governo pior do que os de Garotinho e sua esposa. Pouca coisa evoluiu e muitos setores pioraram. Cabral terá uma reeleição complicadíssima.
7) Yeda Crusius já é dita, até mesmo por alguns tucanos, como tendo sido eleita por acidente. Já não é de hoje que enfrenta problemas com a aprovação de seu governo junto à opinião pública. Tomou atitudes não muito populares que, em alguns casos, tinham de ser tomadas, o que, para mim, a exime um pouco da culpa, porém não de toda. Se por um lado Yeda agiu, em certos momentos, fazendo o que políticos normalmente não fazem simplesmente por medo de perderem votos, por outro, permitiu um racha em sua base de sustentação e diversos problemas no âmbito da equipe governamental. Sua reeleição me parece impossível.
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