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Os desafios do Presidente Obama

Obama

Obama é o novo presidente dos EUA. E agora? É verdade que a vitória do democrata representou a vitória de um sonho, a vitória de uma política mais solidária, mais aberta e mais comprometida com as pessoas, mas isso, infelizmente, não basta.

Barack Obama, se não mentiu, é um homem cheio de boas intenções, idealista, que tem como meta cumprir tudo o que prometeu, mas não será fácil. O novo presidente encontrará em suas mãos um país em crise, com milhares de pessoas perdendo suas casas e com aquelas que ainda possuem uma residência para morar, afogadas em dívidas. Além disso, caberá ao presidente guiar a nação rumo a uma solução para as guerras do Iraque e do Afeganistão. Tudo isso, em meio a duas batalhas, uma para reerguer a imagem americana no exterior e outra para sanear as finanças do governo.

A conjuntura atual dos EUA não é animadora, embora não seja, também, desesperadora. Se foi a má gestão de Bush, um dos motivos para que Obama vencesse, também será essa má gestão que o democrata sucederá, se Obama se prevaleceu eleitoralmente com a cronologia da crise econômica, também será ele que deverá colocar a economia americana novamente nos trilhos, ou seja, se Barack Obama ganhou a eleição prometendo consertar o que está errado, agora terá de efetivamente fazê-lo.

Em resumo, agora começa a parte mais difícil da jornada de Obama. O democrata é hoje um líder carismático, simbólico e com um enorme cacife político. Porém, será sua presidência que dirá se ele manterá esse status, quem sabe adicionando a seu currículo, o fato de ter sido um dos maiores presidentes americanos de todos os tempos.

Ontem, Barack Obama era um sensacional candidato, reconhecido apenas por ter chegado onde chegou sendo negro e filho de um queniano. Em 2009, Obama será o presidente, e seus atributos e conquistas apenas farão com que as cobranças sejam maiores ainda. O maior desafio de Obama não foi vencido quando a CNN anunciou sua vitória. O maior desafio de Obama será, como presidente, entregar na casa de cada americano, tudo o que ele lhe prometeu. Se não o fizer, a frustração será uma das maiores já vistas, será um fiasco. Se o fizer, estará, para sempre, consagrado como um estadista histórico.

Yes, he can

E venceu Barack Obama. Os Estados Unidos deram um bom exemplo e elegeram o democrata. Prevaleceu a esperança de mudança, prevaleceu a juventude renovadora, prevaleceu o sonho de jovem senador negro.

Fiquei feliz com o resultado das eleições americanas e explico meus motivos:

Barack Obama representa a chance de ocorrer uma guinada nos rumos da política mundial. Com a vitória dele aumentam as chances dos talentos políticos, daqueles que podem trazer o bem para o povo, vencerem as resistências de um mundo político fechado e controlado por grupos fortes e establishments.

Obama representa, obviamente, os negros. Sua vitória enfraquece o poder nocivo do racismo, seja contra os negros ou contra outras minorias.

Poucas vezes, os sonhos estiveram tão bem encarnados em uma campanha política, como na de Barack Obama. O democrata, com sua vitória, provou que sonhar não custa nada e que até o sonho de um negro de chegar à Casa Branca pode se tornar realidade.

Em suma, Obama é um símbolo, sua imagem tem uma conotação positiva enorme. É a vitória desse tipo de símbolo positivo que deve ser comemorada. Embora Obama tenha agora muitos desafios pela frente, sua vitória já constituiu um divisor de águas na história, já que, por mais que ele não seja um presidente excepcional, ficou provado que o homem mais poderoso do mundo pode chegar a este posto sendo julgado apenas por seus valores e não por sua cor.

Obama disse: “Yes, we can!” (Sim, nós podemos!). E hoje está provado que ele estava falando a verdade.

Previsão para hoje

Apenas repito, de forma concisa, o que já foi dito por mim em outras postagens sobre o assunto:

Barack Obama será o novo presidente dos EUA.

Não provou ainda ser um bom administrador, não dá certeza nenhuma de que será um presidente que atenderá aos interesses do Brasil, porém, parece ser exatamente o que os EUA, e quiçá o mundo, precisam neste momento. O que o mundo parece precisar é de um líder solidário, que quebre barreiras, que pense nos mais pobres, que rompa tabus, em suma, que una. Os EUA, num momento histórico em que milhares perdem suas casas por mês, parecem precisar de um presidente responsável, corajoso e mais comprometido com as causas sociais e com as mudanças necessárias.

Comparando Obama e McCain, o primeiro tem um perfil muito mais alinhado com as necessidades citadas.

Enfim, digo e repito: Os democratas elegerão o novo presidente dos EUA.

Acompanharei, hoje, a apuração dos votos e os resultados em cada estado americano. Os meus comentários sobre esses tópicos virão, aqui para o blog, amanhã.

Barack Presidente

As eleições americanas se aproximam cada vez mais. Barack Obama, por seu grande valor simbólico, é meu preferido. Acredito que a política mundial esteja precisando de algo assim. Já falei sobre isso, inclusive, aqui neste blog.

Porém, este post não tem o intuito de explicitar que o blogueiro que vos escrever apóia Obama. Esta postagem vislumbra fazer uma previsão sobre o resultado da disputa nos EUA.

Como a maioria dos jornais, sejam eles impressos ou online, já anunciaram as pesquisas de intenção de voto americanas e as previsões dos analistas, não tenho nenhuma justificativa inédita para a minha previsão, por isso, serei rápido e conciso ao fazer a mesma:

Barack Obama será o novo presidente da maior economia do mundo. Um negro, simbólico, ótimo orador, irá liderar a maior potência mundial. Podem conferir.

Em tempo, vale dizer que John McCain, embora vá perder, é um político muito mais capacitado que George Bush, que venceu. Duas vezes.

Liderança política, e de audiência

Ontem, no post “Abuso do gratuito”, tratei aqui no blog, rapidamente, do horário comprado por Barack Obama na televisão americana. Para ser mais exato, os 30 minutos, parte do horário nobre, foram comprados em sete canais, sendo três, integrantes do grupo dos quatro maiores canais americanos.

Dito isso, lembro que, no post supracitado, não falei exatamente da minha opinião sobre a atitude da campanha de Obama. Na verdade, puxei uma linha de raciocínio para defender a valorização do horário político gratuito brasileiro, comparando nossa situação com os milhões pagos pela campanha de Obama.

Resolvi, hoje, assistir ao programa que ocupou os tais 30 minutos comprados pelos democratas, com o intuito de passar a vocês, leitores, minhas impressões.

E não é que eu gostei muito do programa? Achei extremamente bem feito, bem filmado, com a qualidade típica das campanhas políticas mais importantes do planeta, as campanhas para a presidência dos Estados Unidos da América. Acontece que não foi só a qualidade técnica que me chamou a atenção. Esse programa difere de outras propagandas políticas americanas pelo lado emotivo. Ele mexe com as pessoas, com os que precisam de um bom programa de saúde, com os que esperam por uma educação de qualidade, com os que precisam de uma redução de impostos para tirarem a corda do pescoço. Em suma, esse programa falou de pessoas e, oportunamente, de como Obama pode ajudá-las.

Além disso, a peça apresenta Obama como um líder carismático, moldado para conduzir o país para as mudanças necessárias. Voltando às questões mais técnicas, os enquadramentos de câmera que focam Obama discursando ou falando com pequenos grupos são muito bons.

Resumindo, sempre fui partidário de Obama, por mais que os republicanos sejam mais favoráveis para o Brasil. Acredito que a política atual precisa da movimentação gerada pelo democrata, defendo a volta das emoções à política, a volta da mobilização, da busca de um ideal, dos jovens. A proximidade da candidatura de Fernando Gabeira, por exemplo, com essas idéias, era um dos motivos que me fazia torcer por ele aqui no Rio de Janeiro. A peça publicitária da campanha de Obama, vista por mim hoje, reitera esses pensamentos e minha preferência pelo democrata. O último minuto do vídeo chega a ser tocante.

Compartilho com vocês, aqui, o programa de Obama. O único problema reside no fato de não existirem legendas. Quem quiser ver terá de exercitar o inglês.

Para finalizar, gostaria de dizer que não sou nem um pouco fã dos bastidores políticos americanos, sejam da política interna ou externa, porém, a verdade é que dá gosto ver que aquele povo não escolhe entre candidatos e aponta um presidente, embora haja o fracasso recente de Bush, toda a eleição é colocada para os americanos de forma a escolherem um homem e apontá-lo como líder.

Alguns comentários dizendo que sou um bobo que ainda acredita em alguma coisa podem surgir. Não me importo, prefiro continuar crendo na política feita para o bem da coletividade.

Contra o radicalismo assassino

“Agentes americanos dizem ter frustrado plano para matar Barack Obama”

Odeio radicalismos. Para mim, salvo raríssimas exceções, qualquer posição extrema e radical não é aconselhável. Minha visão moderada e mais de centro da política perpassa essa minha noção quanto aos extremos. Excetuando a defesa radical da moralidade, da ética, dos valores, dos princípios, da cidadania, enfim, tirando o exercício radical do bem contra o mal, não concordo com esse tipo de atitude.

O problema reside justamente aí. O que são bem e mal senão conceitos totalmente subjetivos e vagos? O que impede alguém de encarar em sua moral interna como mal, algo que é sabido pela moral social como exemplo do bem e vice-versa? Como defender o bem em uma conversa com alguém que pratica o mal? Como ser bom, com a letra o, enfrentando um adversário mau, com a letra u? Como diram os desenhos animados, ser o vilão é muito mais fácil.

Digo tudo isso para chegar ao assunto dos planos para assassinar Obama. São planos maléficos, maus, radicais, extremistas, preconceituosos e muitas outras palavras de conotação ruim. Nada neles se justifica. Não se deve matar um candidato a presidência por divergências políticas, não se deve matar um homem negro por preconceito. Ameaçar outros de morte para fazer valer nossas vontades nos leva de volta às cavernas.

É completamente absurdo o fato de quererem assassinar Barack Obama. Os que são  maléficos e maus que ponham a mão na consciência, se é que a tem, e mudem, que tomem tenência, que se recuperem. Os que são extremistas e preconceituosos, que aprendam a viver, que assimilem a tolerância. Os que têm divergências políticas, que aceitem a democracia.

Se Barack Obama vencer, ele será o novo presidente e ponto final. Não se deveria pensar em mudar a história com as próprias mãos. Os que quiserem impedir Obama, que sejam voluntários do partido republicano.

Obama encarna um movimento, e independentemente do que se pensa sobre esse movimento, não é um assassinato que deve interrompê-lo. Se eu fosse americano, votaria em Obama, mas isso não quer dizer nada. Defenderia intransigentemente a vida de Obama mesmo que fosse um republicano roxo.

Tentar matar Obama é um crime, algo abominável. Americanos que execram terroristas passam a se comportar como eles. Radicais islâmicos não passam muito longe.

É covarde tentar matar, com um tiro de uma arma oculta, um homem que está apenas defendendo idéias. Como diziam os desenhos animados, ser vilão é mais fácil, mas lembrem-se que os mocinhos sempre vencem.

As ondas

O ano de 2008 é um ano movimentado no que diz respeito à disputas eleitorais. Temos as eleições municipais no Brasil e temos também as, tão bem cobertas, eleições presidenciais americanas. E são essas disputas eleitorais, juntamente com outros fatos relevantes, que estão fazendo de 2008 um ano a ser marcado na história. Elas estão trazendo as ondas.

Nos EUA temos a onda Obama, que mobiliza os jovens, que renova o discurso batido de mudança, que faz com que sejam ouvidas frases como “yes, we can” (sim, nós podemos). A internet passou a ser utilizada mais fortemente na comunicação dos candidatos, a emoção retornou de certa forma aos comícios.

No Brasil temos ondas como Fernando Gabeira, Leonardo Quintão, ou até mesmo Gilberto Kassab. Candidatos que não tinham um favoritismo no início das suas respectivas disputas e que hoje são fortes candidatos a vencerem. O caso de Fernando Gabeira se aproxima mais do de Barack Obama, pela semelhança da mobilização dos jovens, da força da internet na campanha e da emoção. Assim como Obama, Gabeira se apresenta como uma alternativa à mesmice que toma conta dos quadros políticos.

Pensando mais nessa semelhança entre Obama e Gabeira, pode ser que as ondas cariocas sejam reflexo, de alguma forma, da onda americana. Pode ser que tanto os americanos como os cariocas estejam procurando algo novo, que fuja um pouco dos padrões, mas que ao mesmo tempo não sejam utopias. Pode ser que as duas ondas tenham como fundamento principal a participação dos jovens, que estaria dando uma cara nova à política, uma cara mais século XXI. Não sei ao certo o que é, acredito que seja mais uma mescla de todas essas razões.

Importante é percebermos que estas ondas são representativas. Demonstram que as espectativas hoje são outras, tanto em um país como os EUA, como numa cidade complexa como o Rio. Talvez seja o efeito da globalização na política, da aceleração dos fluxos, algo do tipo. Gabeira, por exemplo, é definitivamente um candidato mais global que Paes.

Verdade seja dita, temos que observar duas coisas: Em primeiro lugar, essa nova conscientização política tem que ser valorizada e até mesmo recompensada, talvez fosse mais justo que os candidatos que despertam tais mobilizações fossem eleitos, nesse caso, Obama e Gabeira. Em segundo lugar,  tratando-se tanto das ondas Obama e Gabeira, como das ondas Quintão e Kassab, deve-se ter em mente que ondas diferem de marolas, restando-nos identificar quando se trata de uma ou de outra.

Vitória de Obama

Está ocorrendo neste momento, fim da noite de 13 de outubro de 2008, o último debate entre John McCain e Barack Obama. Acontece que o democrata já ganhou.

Nada que McCain disser, a não ser que seja algo bombástico, poderá surtir grande efeito nesse debate. Nada que o republicano fizer durante estes últimos dias de campanha irá reverter o quadro. A verdade é que Sarah Palin já confirmou ser um tiro pela culatra, veio para tentar mobilizar como Obama e pareceu despreparada. A crise econômica atinge o governo Bush e, conseqüentemente, a candidatura que é inegavelmente da situação. Resultado prático: Barack nada de braçada.

Toda a conjuntura das eleições americanas que remonta desde o início da “Obama Mania”, passando pela vitória de Barack sobre Hillary, e chegando aos últimos dias de crise econômica, pinta um quadro desolador para os republicanos mais conservadores. Os democratas vencerão, de forma relativamente fácil, com um negro.

Os Estados Unidos da América podem se preparar para ter um presidente negro, nascido no Havaí. Barack Obama pode se preparar para deixar de ser um movimento tão forte, enfrentando o desgaste da presidência. O mundo pode se preparar para uma América mais protecionista, com democratas no poder e com crise econômica batendo à porta.

Há anos uma eleição americana não era decidida tão antes do dia do pleito. Podem me cobrar, a vitória de Obama já é certa. Apenas duas coisas tiram a vitória de Obama: Uma “bomba” contra sua reputação ou uma bomba, sem aspas, contra seu corpo. Alguns, infelizmente para a democracia,  dizem que a última hipótese não deveria ser completamente descartada.

Obama e a crise [2]

“Aumenta ceticismo de eleitores com vice de McCain”

Como eu já havia comentado no último post sobre o assunto, John McCain, por ser republicano e, inevitavelmente, conectado pela opinião pública americana ao governo, é visto como candidato da situação. Com isso, a popularidade em baixa do presidente Bush e a crise econômica, só fazem crescer a vantagem de Barack Obama sobre McCain nas pesquisas de intenção de voto. É claro que nos EUA, por termos um sistema diferente de votação, pesos diferentes para os votos de diferentes estados e voto facultativo, a pesquisa pode se enganar mais facilmente, os que citaram a preferência por um candidato podem simplesmente ficar em suas residências e não contribuírem para a vitória dele, porém, essas pesquisas já são um indicativo significativo de que devemos mesmo ter um presidente negro no comando da nação mais poderosa do planeta, até porque, Obama já transformou sua candidatura em movimento e, provavelmente, mobilizará mais eleitores seus a saírem de suas casas e irem aos locais de votação do que o seu oponente republicano. Mas o assunto principal deste post não é esse, essa é apenas a conjuntura já existente, que é desfavorável a McCain. O que está ocorrendo agora, e este é o ponto crucial deste post, é a queda na popularidade da candidata à vice-presidência na chapa de McCain, a republicana Sarah Palin. Antes vista como fenômeno, com popularidade alta e tratada pelos seus pares como o possível trunfo para enfrentar a conjuntura desfavorável e vencer a eleição, Palin estacionou, ficou esquecida da imprensa no meio da crise. Agora a coisa é ainda pior, Sarah não só não é mais vista como trunfo, como passa a ser vista como ponto fraco, como uma pessoa despreparada, que não estaria à altura do cargo caso assumisse a presidência. Vale lembrar que os americanos entendem essa possibilidade como mais próxima no caso de McCain, devido à idade já avançada do senador, o que faz com que o entendimento de que Palin seria uma má governante, influa ainda mais. Tudo isso atinge McCain a menos de um mês das eleições, e embora o pacote de ajuda econômica tenha sido aprovado ontem no congresso americano, parece que não vai dar tempo de contornar. Resumindo, na minha modesta opinião, a não ser que ocorra uma reviravolta muito grande, totalmente inesperada, ou que McCain consiga, com muito esforço, vencer na maioria dos estados mais importantes, que têm, conseqüentemente, mais peso na contagem dos votos, Obama já pode chamar sua esposa e preparar a mudança para a Casa Branca. A “White House” vai ser ocupada por um negro.

Obama e a crise

E a crise veio para ficar, depois de altos e baixos, de esperanças de melhora, parece que a recessão veio de vez. E veio forte. Pelo visto, por mais forte que esteja, o Brasil será afetado, resta torcer para que seja do modo menos influente possível. Mas não é para falar sobre isso que escrevo este post, e sim para falar de Barack Obama.
A crise americana trouxe consigo um presidente Bush em desespero, com medo de terminar seu governo de maneira ainda mais melancólica do que a que já estava programada, e mais, com os republicanos em seus calcanhares, tentando segurar a crise, segurar a candidatura de McCain e segurar o governo do país. No fim das contas, parecem a ponto de não segurar mais nada, a crise está pisando no acelerador, Sarah Palin, o fenômeno do Alasca, já não consegue a simpatia dos americanos em relação à candidatura republicana, a mídia, que só falava nela, só quer saber da crise, alguns já pedem sua saída da chapa.
E onde entra Obama? Muito simples. Obama é o democrata, naturalmente o caminho escolhido pelos que estão fartos de Bush. Onde mais? O fraco de Obama é política externa, e cá pra nós, esse tema está meio esquecido frente ao noticiário econômico, embora a crise envolva todo o mundo. Em suma, Obama lucra com a crise, lucra com a inevitável conexão entre Bush e McCain, lucra com o mergulho do já passado fenômeno Sarah Palin. As pesquisas, que antes relatavam um empate técnico, já dão vantagens maiores do que 5% para Obama. Parece que o democrata negro, que transformou sua candidatura em movimento, vai ser o novo presidente dos Estados Unidos. E parece que ele não o vai ser tanto pelo movimento que criou, mais pelo movimento que atrapalhou o adversário. O movimento o ajudou mais a vencer Hillary nas prévias, do que o ajudará a vencer McCain. Obama precisava de um fato novo, sua ascensão meteórica também já não era novidade, e o fato veio, para os americanos, embora isso não seja totalmente verdade, foram os republicanos que afundaram o país.
A Obama mania sumiu? Não. A anti-republicanos mania aumentou. Obama tem tudo para ser o presidente, e se o for, terá vencido, mas terá muito trabalho.