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Ministros do PT seriam contra a participação de Dirceu na articulação da campanha de Dilma

Conta Ilimar Franco, em O Globo:

“Os ministros do governo Lula filiados ao PT querem o ex-ministro José Dirceu longe do comando da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República. Eles estiveram reunidos com o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e o secretário-geral, José Eduardo Cardozo. Vários deles afirmaram que a presença de Dirceu na campanha era uma fonte de mal-estar e de desgaste político, já que ele ainda presta contas à Justiça.”

Concordo em gênero, número e grau. Assim como estes petistas, acredito que seja prejudicial para a campanha de Dilma a participação ativa nela de alguém que é visto como suspeito de ilegalidades.

Por mais que a impunidade seja praxe no Brasil, tanto no âmbito legal, como no âmbito social, a repetição dos casos em que políticos que transgrediram voltam à cena não quer dizer que isso seja correto.

Dirceu deve, sim, ajudar nas articulações. É bom nisso. Mas não deixam de estar certos aqueles que alegam que, participando da campanha de Dilma, José Dirceu a mancha.

Eleições de 2010 forçarão reforma ministerial

Segundo informações da Folha de São Paulo, o governo será obrigado a promover uma reforma ministerial em março de 2010 por conta das eleições que ocorrerão no fim do mesmo ano. Acontece que a previsão é de que diversos Ministros, e secretários, tentem conquistar cargos eletivos em 2010.

Informa Josias de Souza que, pelas contas do Planalto, pelo menos 18 dos 37 ministros e secretários com status ministerial vão tentar a sorte nas urnas de 2010. O número pode subir para 20.

Como a lei prevê a descompatibilização de pessoas que ocupam certos cargos para que possam concorrer a outros, o governo de Lula prevê a reforma, que atingiria, por exemplo, a Casa Civil, já que Dilma Rousseff pretende concorrer à presidência.

Segundo as informações, estamos atualmente na fase em que o governo está identificando quem vai concorrer em 2010, necessitando, consequentemente, do pedido de afastamento do cargo que ocupa atualmente. Uma fase futura escolherá os substitutos.

Por hora, este blog apenas pode informar quem são os Ministros e Secretários que devem sair de cena em março de 2010 para retornarem na campanha das eleições de outubro.

Segue a lista:

01- Dilma Rousseff (Casa Civil)

02- Henrique Meirelles (Banco Central)

03- Tarso Genro (Justiça)

04- Patrus Ananias (Desenvolvimento Social)

05- Paulo Bernardo (Planejamento)

06- Geddel Vieira Lima (Integração Nacional)

07- Hélio Costa (Comunicações)

08- José Múcio Monteiro (Coordenação Política)

09- Fernando Haddad (Educação)

10- Reinhold Stephanes (Agricultura)

11- José Gomes Temporão (Saúde)

12- Márcio Fortes (Cidades)

13- Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário)

14- Orlando Silva (Esportes)

15- Carlos Minc (Meio Ambiente)

16- José Pimentel (Previdência)

17- Carlos Lupi (Trabalho)

18- Altemir Gregolin (Secretaria da Pesca)

Diz-se que o número pode subir para 20 por conta das dúvidas sobre Nelson Jobim e Mangabeira Unger.

Tarso Genro ainda acreditaria na candidatura a Presidente

Segundo Claudio Humberto, Tarso Genro estaria ainda disposto a lutar pelo projeto presidencial. Ao que parece, ele poderia acreditar que a candidatura de Dilma Rousseff, dependendo dos índices obtidos pela Ministra nas pesquisas de intenção de voto futuras, ainda poderia naufragar.

Ele seria o motivo dele ter, surpreendentemente, meio que descartado concorrer ao Governo do Rio Grande do Sul.

Será? Acho que não. Até porque Tarso deve saber que Dilma, mesmo que não decole, ainda será a abençoada por Lula que, dentro do PT, tem status de messias.

Por outro lado, se por acaso a dúvida levantada por Claudio Humberto proceder, seria uma divisão e tanto dentro do PT. Divisão essa, camuflada. Ela daria razão aos que acreditam que a união dentro do Partido dos Trabalhadores foi conseguida de forma muito fácil e, consequentemente, suspeita.

Eu, particularmente, duvido um pouco que Tarso Genro ainda acredite que possa ser o candidato. Principalmente por Lula querer Dilma. Porém, sendo assim, fica ainda a incógnita sobre porque ele não desejaria concorrer ao Governo gaúcho.

Poderia ser para que o PT oferecesse mais alguma coisa ao PMDB em troca do apoio a Dilma, sendo isso, a aliança com o PMDB gaúcho. Porém, o PMDB gaúcho estará, provavelmente, fechado com os tucanos. Não seria esse o motivo.

É realmente muito estranho. Será que ele sabé que perderia? Será que ele tem o conhecimento de que existem denúncias contra ele que seriam utilizadas? A ver.

Não é só o Legislativo que é inchado

Uma recente matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, em seu site, comprova que, por mais que o inchaço de funcionários de que sofrem hoje a Câmara e o Senado seja vergonhoso, ele não é exclusividade do Poder Legislativo.

Pelo visto, o Executivo também contribui para o excesso de funcionários públicos, principalmente os de cargos comissionados, que, na realidade, são completamente desnecessários. Segundo o jornal, a presidência emprega, hoje, 67 diretores e centenas de chefes.

Segue trecho da reportagem:

“À semelhança do Congresso, o Palácio do Planalto é uma Casa com organograma inchado. Os salários podem não chegar às cifras do Legislativo, mas a Presidência criou no governo Luiz Inácio Lula da Silva uma série de funções para encaixar a militância. Na teia administrativa, há 67 diretores e uma centena de chefes. Só a Casa Civil, pasta comandada pela ministra Dilma Rousseff, conta com sete diretores, mesmo número da multinacional Vale do Rio Doce.

O setor que mais ganhou diretores foi o da Comunicação Social, do ministro Franklin Martins. Desde 2003, passou de 2 para 12 diretores, o dobro da Petrobrás. Há diretores de Patrocínios, Normas, Controle, Internet e Eventos, Comunicação da Área de Desenvolvimento, Mídia, Imprensa Internacional, Imprensa Nacional, Imprensa Regional, Produção e Divulgação de Imagens, Apoio Operacional e Administrativo e Comunicação da Área Social.

Foram criadas, ainda, mais oito Diretorias de Programa para as pastas de Relações Institucionais e Assuntos Estratégicos. Um diretor geralmente ocupa cargo comissionado com salário de R$ 8.988, o DAS-5, mas há variações, caso seja servidor ou não.

Ao todo, entre cargos de chefia ou postos subalternos, cerca de 1.750 pessoas trabalham na estrutura da Presidência. Os ‘chefes’ estão em todos os departamentos, secretarias e escalões de poder.

O gabinete de Lula tem 13 deles, com salários de R$ 6.843,76 a R$ 11.179,36. Trabalham ali também chefes adjuntos de Agenda, Informações em Apoio à Decisão, Gestão e Atendimento, sem contar os tradicionais chefes de Cerimonial e Ajudância de Ordens. O mais poderoso de todos, porém, é Gilberto Carvalho, chefe do gabinete.

Já o organograma da Vice-Presidência, mais enxuto, lembra o de uma empresa. O vice José Alencar trabalha com sete chefes, que comandam as assessorias de Comunicação, Administração, Parlamentar, Técnica, Diplomática, Militar, além do Gabinete. Não há correligionários mineiros ou amigos.

[...]

É tanta gente na Presidência que o próprio Lula chegou a se queixar que o Planalto ficou apertado demais. Foi preciso dobrar as instalações do restaurante e ampliar o número de vagas no estacionamento.

Procurados desde o dia 20 para esclarecimentos, os assessores da Casa Civil se limitaram a confirmar o total de diretores. Os assessores não informaram o que fazem nem quanto ganham. Apenas repassaram leis e decretos que regulamentam as funções e gratificações. Desde 2003, essas normas sofreram alterações para garantir a acomodação dos aliados.

Uma leitura parcial mostra que há mais de 50 chefes na Presidência. Técnicos estimam que o número passe de cem. Há ainda os subchefes, os subsecretários, os subcoordenadores e os secretários adjuntos. “

A farra de cargos, diretorias, chefias e recursos públicos desperdiçados não atinge só o Legislativo, e sim, os três poderes.

Aécio, obviamente, minimiza subida de Dilma

“Aécio minimiza subida de Dilma em pesquisa e diz que ministra é beneficiada por exposição”

Sim, é verdade que Dilma é altamente beneficiada pela grande exposição. Porém, isso não muda o fato de que a queda de Aécio é, sim, prejudicial para sua pretensão de vencer José Serra dentro do PSDB e ser o candidato do partido.

A visão provável de muitos tucanos seria mais ou menos a seguinte: “Por mais que Dilma esteja, sim, sendo beneficiada pela exposição, Serra ainda está na frente dela e você, Aécio, não está. Logo, ele parece-nos um candidato mais forte que você”.

Resumindo, Aécio minimiza a subida de Dilma pois isso é o que ele tem de fazer. Ou alguém esperava que ele fizesse algo diferente disso? Obviamente que não. Porém, no fundo, o alerta está ligado entre os aecistas.

Espontânea Sensus: Lula lidera, Aécio cai

Além de ter feito uma pesquisa de intenção de voto para o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial de 2010, comentada por este blog aqui, o Instituto Sensus perguntou, através de pesquisa espontânea, ou seja, aquela em que os candidatos não são sugeridos e o eleitor cita quem quiser, em quem os seus 2 mil entrevistados pretendem votar para presidente da República em 2010.

O resultado continua sendo o de vitória de Lula, porém, com uma margem bem menor para o segundo colocado, José Serra. Como Serra se manteve e Dilma Rousseff subiu, podemos chegar à conclusão de que os níveis de Lula vão diminuindo pois está aumentando a percepção do povo de que ele não pode se candidatar e de que Dilma Rousseff é sua candidata.

Aécio Neves caiu, confirmando o momento ruim expressado pela derrota para Dilma Rousseff na simulação de segundo turno entre os dois candidatos, realizada pelo mesmo instituto. Os tucanos aecistas devem estar em estado de alerta.

Confiram os números:

Pesquisa espontânea para a eleição presidencial de 2010

Lula – 16,2% (21,3 em janeiro)

José Serra – 8,8% (8,7% em janeiro)

Dilma Rousseff – 3,6% (2,5% em janeiro)

Aécio Neves – 2,9% (3,9% em janeiro)

Indecisos – 56,9% (53,6% em janeiro)

Sensus: Serra também lidera, Aécio perde em segundo turno para Dilma

O Instituto CNT/Sensus lançou, alguns dias após o Datafolha, os seus mais novos números sobre os níveis de intenção de voto dos pré-candidatos à presidência em 2010. Diversos cenários foram testados, substituindo José Serra por Aécio Neves e Dilma Rousseff por Ciro Gomes. Além disso, foram feitas também simulações de segundo turno.

Seguem abaixo os cenários de primeiro turno e os números aferidos:

José Serra x Dilma Rousseff x Heloísa Helena

Serra – 45,7% (tinha 42,8% em janeiro)

Dilma – 16,3% (tinha 13,5% em janeiro)

Heloísa Helena – 11% (tinha 11,3% em janeiro)

Aécio Neves x Dilma Rousseff x Heloísa Helena

Aécio – 22% (tinha 23,3% em janeiro)

Dilma – 19,9% (tinha 16,4% em janeiro)

Heloísa Helena – 17,4% (tinha 18,2% em janeiro)

José Serra x Ciro Gomes x Heloísa Helena

Serra – 43,3% (tinha 41,9% em janeiro)

Ciro – 14,9% (tinha 10,6% em janeiro)

Heloísa Helena – 12,8% (tinha 13,8% em janeiro)

Aécio Neves x Ciro Gomes x Heloísa Helena

Aécio – 21,2% (tinha 21,9% em janeiro)

Ciro – 19,2% (tinha 16,1% em janeiro)

Heloísa – 19% (tinha 18,9% em janeiro)

Agora os cenários de segundo turno e os respectivos índices:

José Serra x Dilma Rousseff

Serra – 53,5% (tinha 50,8% em janeiro)

Dilma – 21,3% (tinha 16,6% em janeiro)

Aécio Neves x Dilma Rousseff

Dilma – 29,1% (tinha 23,9% em janeiro)

Aécio – 28,3% (tinha 30,4% em janeiro)

José Serra x Ciro Gomes

Serra – 49,9% (tinha 50,2% em janeiro)

Ciro – 20,3% (tinha 14,7% em janeiro)

Aécio Neves x Ciro Gomes

Ciro – 31,2% (tinha 24,7% em dezembro)

Aécio – 26,8% (tinha 29,1% em janeiro)

Na minha opinião, vale a pena ressaltar três fatos que são observados à luz desses números:

1- José Serra demonstra, através de mais um instituto de pesquisa, que é favoritíssimo.

2- Ciro Gomes não é colocado em nenhum cenário contra Dilma Rousseff. O instituto parece entender que o candidato da base aliada do governo será ou um, ou outro, o que, para mim, pode não ocorrer. Se por acaso Ciro viesse a ser colocado contra Serra, Dilma e Heloísa Helena, o que eu acho que deveria ser feito, pois sua candidatura própria a despeito de Dilma pode ocorrer, os números poderiam se alterar sensivelmente, tendo Ciro Gomes atraindo votos que foram para José Serra e Dilma Rousseff.

3- Pela primeira vez um instituto coloca Aécio Neves perdendo para Dilma Rousseff em um possível segundo turno. Isso pode significar o fortalecimento da tendência serrista dentro do PSDB. Os aecistas devem estar alertas.

Pesquisa Ibope – Serra continua liderando

Informa Ricardo Noblat:

“Pesquisa nacional do Ibope, aplicada entre 11 e 15 de março junto a 2.002 eleitores, confere a José Serra (PSDB) 39% das intenções de voto para a sucessão de Lula – contra 14% de Ciro Gomes (PSB), 9% de Dilma Rouseff (PT) , 8% de Heloísa Helena (PSOL) e 2% de Cristovam Buarque (PDT).

[...]

Na simulação feita pelo Ibope sem o nome de Serra, dá Ciro com 25%, Aécio Neves (PSDB) com 12%, Heloísa com 11%, Dilma com 10% e Cristovam, 3%.

Sem Ciro, Serra tem 47%, Dilma e Heloísa 10%, e Cristovam 3%.

Sem Ciro e Dilma, Serra fica com 48%, Heloísa 11%, Tarso Genro (PT) e Cristovam com 4% cada um.”

A pesquisa confirma certas análises que vem sendo feitas há algum tempo por este blog:

1- José Serra é favoritíssimo para vencer em 2010.

2- A candidatura de Ciro Gomes é, sim, viável. Embora não pareça, por outro lado, forte o suficiente para vencer. Uma vitória demandaria um ótimo trabalho, uma boa campanha e um pouco de sorte.

3- Caso Ciro e Heloísa não concorram, a eleição pode se resolver no primeiro turno entre Serra e Dilma.

4- Dilma Rousseff estará bem se começar a campanha em um patamar de 25-30%, porém, isso está se tornando mais difícil, principalmente com o vislumbre da queda de popularidade de Lula por conta da crise.

Lula vê benefícios em polarização com FHC

Kennedy Alencar, da Folha, revela que o Presidente Lula, após se irritar inicialmente, entendeu como positivo o fato de Fernando Henrique Cardoso criticar Dilma Rousseff, Lula e o governo como um todo.

Segundo o jornalista, o Presidente entende que, ao polarizar com Lula, FHC facilita a construção do futuro discurso petista de comparação das duas gestões. O que, para a equipe do governo, facilitaria a eleição de Dilma por contrapor os feitos do PSDB e do PT.

Acontece que os governistas acreditam que, para o povo, em uma comparação entre as duas gestões, a de Lula sairia ganhando, não só pelo fato de terem sido obtidos melhores resultados econômicos e criados programas sociais mais abrangentes, como também, pelo segundo mandato de FHC ser muito mal visto pela população.

Essa análise do governo, em minha opinião, tem certa lógica. Talvez a oposição erre ao fazer de Fernando Henrique, seu interlocutor. Porém, por outro lado, tendo FHC como crítico do governo, o PSDB pode estar pensando em liberar os seus pré-candidatos da tarefa de fazerem os ataques mais duros, possibilitando assim a tal estratégia “pós-Lula” ao invés de “anti-Lula”.

Resumindo, a polarização de FHC com Lula, provavelmente, será melhor para o PT e para Dilma, considerando-se a visão da população em geral, porém, se por acaso Serra e Aécio conseguirem se descolar de FHC, os ataques dele podem servir para atingir o governo, mas não, para prejudicar seus pré-candidatos na campanha.

É esperar para ver, afinal, partindo de um pressuposto de polarização positiva para Lula, o PT fará de tudo para atribuir a Serra, ou Aécio, o título de continuador do governo de Fernando Henrique. Para muitos, isso não representaria algo ruim, porém, para outros muitos, isso poderia, sim, atingir em cheio a candidatura tucana.

Se Aécio concorrer, Ciro estará com ele

Informa Lauro Jardim, na revista Veja:

“Ciro Gomes já decidiu: se Aécio Neves for o candidato do PSDB à Presidência, terá seu apoio. A princípio, seu plano é trabalhar para ser o candidato a vice-presidente da chapa – e para isso precisa convencer Eduardo Campos, o ‘dono’ do PSB e aliado de primeiríssima hora do PT, a aderir à empreitada. Mas, a alguns interlocutores, já avisou: estará na campanha de Aécio ainda que seu partido decida apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff. Está tudo certo, a não ser por um detalhe: o favorito dos tucanos hoje é seu desafeto José Serra.”

O jornalista Lauro Jardim informa, na nota reproduzida acima, sobre fato importantíssimo para a disputa pela presidência em 2010. Pelo que ele conta, Ciro Gomes estará ao lado de Aécio Neves caso este venha a concorrer à presidência pelo PSDB. E mais, Ciro estaria disposto a ser o vice de Aécio, e não de Dilma, por mais que o PSB, seu partido, não viesse a apoiá-lo nesta decisão. O que faria com que ele pudesse, até mesmo, mudar de legenda.

Lauro Jardim observa ainda um fato que não poderia ficar de fora da análise, o de que José Serra é favoritíssimo a ser o escolhido pelo PSDB. Acontece que Jardim coloca isso como empecilho para a consolidação da aliança entre Aécio e Ciro, porém, eu vou mais além. Quem sabe não é justamente o fato de Serra ser favorito, e ao mesmo tempo desafeto declarado de Ciro Gomes, que faz com que Ciro apóie Aécio. Pode ser que o ex-Governador do Ceará entenda que, apoiando Aécio, poderá estar dando armas ao Governador mineiro para desbancar Serra.

Além dessa hipótese, fica ainda a dúvida sobre qual seria o rumo de Ciro caso Serra, apesar de tudo, fosse mesmo o candidato. Afinal, se existe uma aproximação com Aécio, existe também uma aproximação com o PSDB. Sendo assim, seria correto afirmar que Ciro estaria se distanciando de Dilma, o que faria com que suas únicas opções, caso Serra seja o tucano indicado, fossem ficar neutro ou lançar candidatura própria, justamente para tentar conter Serra.

Por saber que Ciro deseja por demais deter José Serra, acredito mais na segunda hipótese aventada, caso uma disputa entre Serra e Dilma venha a se configurar. Nesse caso, se o PSB estiver com Dilma, Ciro poderia até mesmo concorrer por outra legenda.

Em um jogo polarizado entre PT e PSDB, o apoio de Ciro Gomes, uma espécie de terceira força, poderá ser o fiel da balança.

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