Arquivo da categoria ‘Corrida 2010’
Ministros do PT seriam contra a participação de Dirceu na articulação da campanha de Dilma
Conta Ilimar Franco, em O Globo:
“Os ministros do governo Lula filiados ao PT querem o ex-ministro José Dirceu longe do comando da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República. Eles estiveram reunidos com o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e o secretário-geral, José Eduardo Cardozo. Vários deles afirmaram que a presença de Dirceu na campanha era uma fonte de mal-estar e de desgaste político, já que ele ainda presta contas à Justiça.”
Concordo em gênero, número e grau. Assim como estes petistas, acredito que seja prejudicial para a campanha de Dilma a participação ativa nela de alguém que é visto como suspeito de ilegalidades.
Por mais que a impunidade seja praxe no Brasil, tanto no âmbito legal, como no âmbito social, a repetição dos casos em que políticos que transgrediram voltam à cena não quer dizer que isso seja correto.
Dirceu deve, sim, ajudar nas articulações. É bom nisso. Mas não deixam de estar certos aqueles que alegam que, participando da campanha de Dilma, José Dirceu a mancha.
Serra e Aécio: Acordo ou Prévias
O tom da disputa interna entre Aécio Neves e José Serra vem sendo dado pela contraposição entre a vontade de Serra de que se chegue a um consenso e a vontade de Aécio de que se realizem as prévias.
Como esse blog já falou inúmeras vezes, Aécio quer mostrar força, fortalecer seu nome nacionalmente e se colocar determinantemente como próximo da fila. Para isso, as prévias servem mesmo que ele as perca.
Por outro lado, José Serra é o favorito para vencer as eleições e também o favorito da cúpula do partido, sendo assim, só tem a perder. As prévias poderiam desgastá-lo para o embate final contra o PT, por isso, quer que exista acordo em torno de seu nome e ponto final.
Sendo este o cenário, os aliados de Serra defendem a ideia da “chapa pura”, ou seja, buscam oferecer a Aécio a vaga de vice e a promessa de que ele teria papel de destaque dentro de um futuro governo, pavimentando seu caminho para ser o sucessor. Essa proposta seria o que os serristas querem dar para Aécio em troca de sua desistência em favor de José Serra.
Até mesmo membros de outros partidos, como o Prefeito paulistano Gilberto Kassab, defendem a ideia da “chapa pura”. Ele o faz não só por entender que as chances de vitória da chapa que seu partido integrará são maiores com Serra, como também por ser forte aliado do Governador paulista.
Recentemente, até mesmo Geraldo Alckmin, antigo aecista, defendeu a “chapa pura”, o que significa, nas entrelinhas, defender o nome de Serra e o fim do projeto das prévias, por mais que essa parte não seja admitida. Alckmin o faz pois conta que, com isso, será o candidato do Governador ao Governo de São Paulo.
A noção de que as prévias poderiam enfraquecer o tucanato para a disputa final é correta, porém, também é correta a ideia de que as prévias fazem com que o eleitorado conheça melhor os candidatos, além de se apresentarem os projetos de cada um para o Brasil e do método ser bem mais democrático do que uma decisão de cúpula, fortalecendo a democracia brasileira, ainda em construção.
Enquanto isso, Aécio diz que as prévias são inevitáveis caso haja disputa. Ora bolas, o que ele quer dizer com isso é que as prévias ocorrerão se não houver acordo, e não, que o acordo é impossível. Isso nós todos já sabemos, queríamos saber era se ele aceitaria acordos ou não. Pelo visto sim.
Até o momento, como o acordo não veio, até porque parece que a oferta da “chapa pura” não seduziu Aécio, as prévias vão se aproximando. O TSE já respondeu à consulta do PSDB sobre as regras da pré-disputa e, segundo o Presidente dos tucanos, Sérgio Guerra, as coisas já estão sendo formatadas.
A conjuntura atual é essa, mas pode mudar a qualquer momento. Tudo depende de Aécio se convencer de que deve desistir de forçar as prévias e aceitar o que os serristas querem lhe dar em troca. Se não acontecer isso, pode ser que as prévias realmente ocorram.
Se ocorrerem, os pré-candidatos terão, como propõe Aécio para provar que as prévias não desgastarão, o que não acredito, que ter uma “agenda comum”, que inclui viagens conjuntas e temas comuns.
Resumindo, Serra não quer prévias e Aécio parece aceitar um acordo, embora queira um melhor do que o que lhe oferecem. Se não houver esse algo melhor, devem ocorrer prévias e Aécio, para tentar mostrar que elas serão benéficas, defende que os pré-candidatos disputem apenas em torno do nome do candidato tucano, enquanto levantam as mesmas bandeiras.
Passado dos candidatos: O que interessa ao eleitor deve, sim, ser divulgado
“Ecos da guerrilha: reportagens remexem no passado de Dilma Rousseff”
Acho correto que se faça isso. Alguém que deseja ser Presidente do País deve ter uma ficha limpa, passado ilibado e uma história de atos que não contradigam a ética e a moral. Resumindo, quem deseja ser Presidente deve ser digno do cargo máximo de nossa República.
Sendo assim, é importante que o passado dos candidatos em potencial seja remexido. Obviamente, que sem exageros e sem excessos que entrem na esfera estritamente pessoal, afinal, esses são temas que não influem na competência e na honestidade do candidato na maioria das vezes, interessando apenas aos adversários.
Posto que episódios e informações que dizem respeito apenas à intimidade do candidato devem ser deixados de fora, é necessária, sim, a defesa das investigações sobre o passado dos candidatos. Ela é importante para se estabelecer um padrão de conduta que, caso seja ruim, transforma-se em informação importante para a escolha do eleitor.
Não só com Dilma Rousseff deve ser feito isso. Também José Serra, Aécio Neves e qualquer outro candidato devem vir a ter suas fichas política, criminal e pública passadas a limpo. Essas devem sim ser relembradas, ao contrário da “ficha pessoal”.
Combatidos os excessos, a informação pela imprensa do eleitorado, a respeito do passado dos candidatos nos âmbitos que dizem respeito à população é importantíssima. Isso se dá pelo fato de que, além de ser relevante para a escolha do candidato, a revelação pela imprensa de casos e episódios inibe os dossiês dos adversários, prática asquerosa.
É importante que as revelações sejam feitas não só para o eleitor, mas também, para o próprio candidato. Agindo sinceramente e admitindo certos erros junto ao eleitorado, ele se protege dos tais “dossiês”, que só seriam apresentados na hora da eleição, na forma de informações que estavam sendo escondidas do povo pelo candidato.
Além disso, as revelações pela imprensa, contanto que independentes e imparciais, o que admito ser difícil de encontrar, ajudam a Justiça a investigar certos casos que, se caíssem no setor dos “dossiês”, seriam usados como moeda de troca e ocultados mediante conchavos, mantendo a impunidade.
A grande questão é que a cobertura sobre as revelações não pode ser tendenciosa, deve revelar apenas o fato e deixar que o eleitor decida por si só. É isso que é difícil de se encontrar algumas vezes. Muitos meios de comunicação, principalmente os menores, acabam imprimindo na cobertura, mesmo de forma leve, certas tendências. Nesse caso prestam serviço ao adversário do investigado e ao povo brasileiro.
O compromisso da investigação que é a correta, deve ser o da informação nua e crua.
Eleições de 2010 forçarão reforma ministerial
Segundo informações da Folha de São Paulo, o governo será obrigado a promover uma reforma ministerial em março de 2010 por conta das eleições que ocorrerão no fim do mesmo ano. Acontece que a previsão é de que diversos Ministros, e secretários, tentem conquistar cargos eletivos em 2010.
Informa Josias de Souza que, pelas contas do Planalto, pelo menos 18 dos 37 ministros e secretários com status ministerial vão tentar a sorte nas urnas de 2010. O número pode subir para 20.
Como a lei prevê a descompatibilização de pessoas que ocupam certos cargos para que possam concorrer a outros, o governo de Lula prevê a reforma, que atingiria, por exemplo, a Casa Civil, já que Dilma Rousseff pretende concorrer à presidência.
Segundo as informações, estamos atualmente na fase em que o governo está identificando quem vai concorrer em 2010, necessitando, consequentemente, do pedido de afastamento do cargo que ocupa atualmente. Uma fase futura escolherá os substitutos.
Por hora, este blog apenas pode informar quem são os Ministros e Secretários que devem sair de cena em março de 2010 para retornarem na campanha das eleições de outubro.
Segue a lista:
01- Dilma Rousseff (Casa Civil)
02- Henrique Meirelles (Banco Central)
03- Tarso Genro (Justiça)
04- Patrus Ananias (Desenvolvimento Social)
05- Paulo Bernardo (Planejamento)
06- Geddel Vieira Lima (Integração Nacional)
07- Hélio Costa (Comunicações)
08- José Múcio Monteiro (Coordenação Política)
09- Fernando Haddad (Educação)
10- Reinhold Stephanes (Agricultura)
11- José Gomes Temporão (Saúde)
12- Márcio Fortes (Cidades)
13- Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário)
14- Orlando Silva (Esportes)
15- Carlos Minc (Meio Ambiente)
16- José Pimentel (Previdência)
17- Carlos Lupi (Trabalho)
18- Altemir Gregolin (Secretaria da Pesca)
Diz-se que o número pode subir para 20 por conta das dúvidas sobre Nelson Jobim e Mangabeira Unger.
Torcer pela crise é um erro
“Crise devolve 563 mil à baixa renda”
Informa o Estadão na matéria citada acima:
“O ano de 2009 começou com uma reversão abrupta no crescimento da classe média – incluindo a classe C, a classe média popular – que caracterizou boa parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Somente em janeiro, a classe C nas seis maiores regiões metropolitanas do País perdeu 11% do seu crescimento no governo Lula. No mês, um total de 563 mil pessoas caiu da classe C para as classes D e E nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.”
É por essas e por outras que eu acredito que, independentemente da posição política da pessoa, ela não pode torcer contra o governo Lula e a favor da crise.
No caso mais específico da oposição, ela deve construir um discurso em torno dos argumentos que poderão convencer o povo brasileiro de que uma gestão futura composta por seus quadros, seria melhor que mais uma gestão petista.
Isso sim seria o correto. Na minha opinião, é totalmente desaconselhável torcer contra. Esse não é o caminho. Não só porque quem assumir terá um prejuízo para reverter em suas mãos, como também pelo fato de que, no fim das contas, quem paga não são os adversários políticos, e sim, o povo brasileiro prejudicado pela crise.
Torcer pela crise é um erro. Disputas políticas não devem ser maiores que o avanço do Brasil. Não só por esse avanço ser um motivo muito mais nobre, como também pelo fato desse avanço ter de ser, na teoria, o objetivo final de todos.
Quem perde politicamente com a crise, deve querer que seus efeitos sejam mínimos não só para não se prejudicar politicamente, mas também pelo País. O mesmo vale para a oposição, que deve querer vencer com seus argumentos, suas ideias e seus projetos, e não, torcendo pelo fracasso alheio.
Tarso Genro ainda acreditaria na candidatura a Presidente
Segundo Claudio Humberto, Tarso Genro estaria ainda disposto a lutar pelo projeto presidencial. Ao que parece, ele poderia acreditar que a candidatura de Dilma Rousseff, dependendo dos índices obtidos pela Ministra nas pesquisas de intenção de voto futuras, ainda poderia naufragar.
Ele seria o motivo dele ter, surpreendentemente, meio que descartado concorrer ao Governo do Rio Grande do Sul.
Será? Acho que não. Até porque Tarso deve saber que Dilma, mesmo que não decole, ainda será a abençoada por Lula que, dentro do PT, tem status de messias.
Por outro lado, se por acaso a dúvida levantada por Claudio Humberto proceder, seria uma divisão e tanto dentro do PT. Divisão essa, camuflada. Ela daria razão aos que acreditam que a união dentro do Partido dos Trabalhadores foi conseguida de forma muito fácil e, consequentemente, suspeita.
Eu, particularmente, duvido um pouco que Tarso Genro ainda acredite que possa ser o candidato. Principalmente por Lula querer Dilma. Porém, sendo assim, fica ainda a incógnita sobre porque ele não desejaria concorrer ao Governo gaúcho.
Poderia ser para que o PT oferecesse mais alguma coisa ao PMDB em troca do apoio a Dilma, sendo isso, a aliança com o PMDB gaúcho. Porém, o PMDB gaúcho estará, provavelmente, fechado com os tucanos. Não seria esse o motivo.
É realmente muito estranho. Será que ele sabé que perderia? Será que ele tem o conhecimento de que existem denúncias contra ele que seriam utilizadas? A ver.
Aécio, obviamente, minimiza subida de Dilma
“Aécio minimiza subida de Dilma em pesquisa e diz que ministra é beneficiada por exposição”
Sim, é verdade que Dilma é altamente beneficiada pela grande exposição. Porém, isso não muda o fato de que a queda de Aécio é, sim, prejudicial para sua pretensão de vencer José Serra dentro do PSDB e ser o candidato do partido.
A visão provável de muitos tucanos seria mais ou menos a seguinte: “Por mais que Dilma esteja, sim, sendo beneficiada pela exposição, Serra ainda está na frente dela e você, Aécio, não está. Logo, ele parece-nos um candidato mais forte que você”.
Resumindo, Aécio minimiza a subida de Dilma pois isso é o que ele tem de fazer. Ou alguém esperava que ele fizesse algo diferente disso? Obviamente que não. Porém, no fundo, o alerta está ligado entre os aecistas.
Espontânea Sensus: Lula lidera, Aécio cai
Além de ter feito uma pesquisa de intenção de voto para o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial de 2010, comentada por este blog aqui, o Instituto Sensus perguntou, através de pesquisa espontânea, ou seja, aquela em que os candidatos não são sugeridos e o eleitor cita quem quiser, em quem os seus 2 mil entrevistados pretendem votar para presidente da República em 2010.
O resultado continua sendo o de vitória de Lula, porém, com uma margem bem menor para o segundo colocado, José Serra. Como Serra se manteve e Dilma Rousseff subiu, podemos chegar à conclusão de que os níveis de Lula vão diminuindo pois está aumentando a percepção do povo de que ele não pode se candidatar e de que Dilma Rousseff é sua candidata.
Aécio Neves caiu, confirmando o momento ruim expressado pela derrota para Dilma Rousseff na simulação de segundo turno entre os dois candidatos, realizada pelo mesmo instituto. Os tucanos aecistas devem estar em estado de alerta.
Confiram os números:
Pesquisa espontânea para a eleição presidencial de 2010
Lula – 16,2% (21,3 em janeiro)
José Serra – 8,8% (8,7% em janeiro)
Dilma Rousseff – 3,6% (2,5% em janeiro)
Aécio Neves – 2,9% (3,9% em janeiro)
Indecisos – 56,9% (53,6% em janeiro)
Sensus: Serra também lidera, Aécio perde em segundo turno para Dilma
O Instituto CNT/Sensus lançou, alguns dias após o Datafolha, os seus mais novos números sobre os níveis de intenção de voto dos pré-candidatos à presidência em 2010. Diversos cenários foram testados, substituindo José Serra por Aécio Neves e Dilma Rousseff por Ciro Gomes. Além disso, foram feitas também simulações de segundo turno.
Seguem abaixo os cenários de primeiro turno e os números aferidos:
José Serra x Dilma Rousseff x Heloísa Helena
Serra – 45,7% (tinha 42,8% em janeiro)
Dilma – 16,3% (tinha 13,5% em janeiro)
Heloísa Helena – 11% (tinha 11,3% em janeiro)
Aécio Neves x Dilma Rousseff x Heloísa Helena
Aécio – 22% (tinha 23,3% em janeiro)
Dilma – 19,9% (tinha 16,4% em janeiro)
Heloísa Helena – 17,4% (tinha 18,2% em janeiro)
José Serra x Ciro Gomes x Heloísa Helena
Serra – 43,3% (tinha 41,9% em janeiro)
Ciro – 14,9% (tinha 10,6% em janeiro)
Heloísa Helena – 12,8% (tinha 13,8% em janeiro)
Aécio Neves x Ciro Gomes x Heloísa Helena
Aécio – 21,2% (tinha 21,9% em janeiro)
Ciro – 19,2% (tinha 16,1% em janeiro)
Heloísa – 19% (tinha 18,9% em janeiro)
Agora os cenários de segundo turno e os respectivos índices:
José Serra x Dilma Rousseff
Serra – 53,5% (tinha 50,8% em janeiro)
Dilma – 21,3% (tinha 16,6% em janeiro)
Aécio Neves x Dilma Rousseff
Dilma – 29,1% (tinha 23,9% em janeiro)
Aécio – 28,3% (tinha 30,4% em janeiro)
José Serra x Ciro Gomes
Serra – 49,9% (tinha 50,2% em janeiro)
Ciro – 20,3% (tinha 14,7% em janeiro)
Aécio Neves x Ciro Gomes
Ciro – 31,2% (tinha 24,7% em dezembro)
Aécio – 26,8% (tinha 29,1% em janeiro)
Na minha opinião, vale a pena ressaltar três fatos que são observados à luz desses números:
1- José Serra demonstra, através de mais um instituto de pesquisa, que é favoritíssimo.
2- Ciro Gomes não é colocado em nenhum cenário contra Dilma Rousseff. O instituto parece entender que o candidato da base aliada do governo será ou um, ou outro, o que, para mim, pode não ocorrer. Se por acaso Ciro viesse a ser colocado contra Serra, Dilma e Heloísa Helena, o que eu acho que deveria ser feito, pois sua candidatura própria a despeito de Dilma pode ocorrer, os números poderiam se alterar sensivelmente, tendo Ciro Gomes atraindo votos que foram para José Serra e Dilma Rousseff.
3- Pela primeira vez um instituto coloca Aécio Neves perdendo para Dilma Rousseff em um possível segundo turno. Isso pode significar o fortalecimento da tendência serrista dentro do PSDB. Os aecistas devem estar alertas.
Pesquisa Ibope – Serra continua liderando
Informa Ricardo Noblat:
“Pesquisa nacional do Ibope, aplicada entre 11 e 15 de março junto a 2.002 eleitores, confere a José Serra (PSDB) 39% das intenções de voto para a sucessão de Lula – contra 14% de Ciro Gomes (PSB), 9% de Dilma Rouseff (PT) , 8% de Heloísa Helena (PSOL) e 2% de Cristovam Buarque (PDT).
[...]
Na simulação feita pelo Ibope sem o nome de Serra, dá Ciro com 25%, Aécio Neves (PSDB) com 12%, Heloísa com 11%, Dilma com 10% e Cristovam, 3%.
Sem Ciro, Serra tem 47%, Dilma e Heloísa 10%, e Cristovam 3%.
Sem Ciro e Dilma, Serra fica com 48%, Heloísa 11%, Tarso Genro (PT) e Cristovam com 4% cada um.”
A pesquisa confirma certas análises que vem sendo feitas há algum tempo por este blog:
1- José Serra é favoritíssimo para vencer em 2010.
2- A candidatura de Ciro Gomes é, sim, viável. Embora não pareça, por outro lado, forte o suficiente para vencer. Uma vitória demandaria um ótimo trabalho, uma boa campanha e um pouco de sorte.
3- Caso Ciro e Heloísa não concorram, a eleição pode se resolver no primeiro turno entre Serra e Dilma.
4- Dilma Rousseff estará bem se começar a campanha em um patamar de 25-30%, porém, isso está se tornando mais difícil, principalmente com o vislumbre da queda de popularidade de Lula por conta da crise.
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