Cristovam sugere plebiscito sobre fechamento do Congresso
Normalmente, admiro as posições do Senador Cristovam Buarque. Por mais que, de vez em quando, existam algumas divergências entre o que ele prega e o que eu defendo, na maioria das vezes concordo com ele.
Essa questão do plebiscito é uma das que causará uma discordância entre nós. Não concordo com a ideia de realização deste plebiscito em hipótese alguma, por mais que eu entenda que o Congresso realmente necessite da “limpeza” e realmente esteja interpretando papel “irrelevante”.
Acredito que o Parlamento precise, sim, de uma “sacudida”, porém, não entendo que esta deva vir na forma de um plebiscito que julgue se o Congresso deve ser fechado ou não.
Por mais que o Congresso brasileiro esteja sofrendo com mazelas como a falta de ética dos seus membros, a corrupção endêmica, a troca de favores e o tráfico de influência como práticas comuns, o loteamento de cargos, o uso abusivo de verbas públicas, a baixa produção legislativa e a desmoralização junto à opinião pública, ele, como instituição, é elemento básico da democracia brasileira.
Em resumo, concordo com Cristovam quando ele diz que o Congresso não está cumprindo seu papel e que, por isso, a população tem o direito de vir a entender que ele é desnecessário. Porém, acho que esta não é a saída aconselhável pois, errado é o Congresso que temos, e não, a existência de um Congresso.
Acabar com o Congresso não seria punir os políticos corruptos, seria punir o povo brasileiro. A democracia brasileira ainda amadurece e algo assim seria um golpe forte. Talvez forte demais para que ela continuasse de pé.
Que a “sacudida” que o Congresso precisa venha na forma de medidas como a redução do número de MPs, que limitam as possibilidades legislativas do Parlamento, tornando-o submisso ao Executivo; a criação de novos requisitos para a inscrição de candidaturas para cargos eletivos, investigando melhor o passado dos candidatos e retirando dos pleitos aqueles que apresentam indícios de má conduta inegáveis e claros; uma reforma política bem feita, altamente necessária para que a representatividade volte a bafejar os eleitos; e um Parlamento mais fiscalizador de si mesmo, com instrumentos e dispositivos internos para coibir conchavos, nomeações abusivas, entre outros.
Com certeza o Congresso precisa levar um “susto”. A Câmara e o Senado precisam lembrar que representam a sociedade brasileira e que, por isso, devem estar sintonizados com ela, além de bem serví-la.
O plebiscito, para mim, não deveria ser realizado, pois poderia acabar causando instabilidade em nossa democracia, desequilibrando os três poderes e deixando prerrogativas, demais nas mãos do Executivo, mais ainda do que hoje, porém, causa uma lembrança importante: O soberano é o povo, ele deve ser a quem se serve, e não, o servidor.
E quem serve o povo honestamente não tem do que reclamar. Cumpre sua obrigação ética e moral, ao passo que recebe muito bem para isso.
8 comentários até agora
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CONCORDO COM O SENADOR, ACHO QUE NÃO PRECISA OS DOIS OU A CAMARA OU O SENADO É SUFICIENTE, O LEGISLATIVO CUSTA MUINTO PARA O PAIS
Deve ser fechado estirpado como uma doença, seus membros detidos, são apenas ladrões que não devem ter direitos algum.
Antonio,
Obrigado pelo comentário.
Uma coisa é o país ser unicameral, outra coisa é o Congresso ser fechado.
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eu sou a favor do senador………….apesar que esse é um ato anti-democracia
Renato,
Obrigado pelo comentário.
Por ser antidemocrático, como você mesmo disse, eu sou contra.
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O Brasil precisa de uma nova constituição, o Brasil precisa de + Presidentes Lula……….
Renato,
Obrigado pelo comentário.
Acho que o Brasil precisa respeitar a Constituição que tem, e não, criar uma nova. Sobre Lula, acho que um Presidente que tenha os acertos que ele teve, mas que não cometa alguns erros que ele cometeu, seria o ideal.
Volte sempre, será bem vindo e respondido!
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