Brasil sempre foi cotista do FMI: Lula não poderá ser primeiro Presidente a ceder recursos para o Fundo

É claro que quando o Presidente Lula diz que o Brasil passará de devedor do FMI a fonte de recursos, ele o faz por entender que o Brasil, hoje, já tem uma condição econômica que permite ao País não necessitar da ajuda do Fundo Monetário Internacional. A questão de “emprestar” seria apenas algo que simboliza isso, esse avanço econômico.

Sim, isso é verdade. Porém, vale ressaltar que, ao contrário do que diz o Presidente, ele não poderá ser o primeiro líder brasileiro a “emprestar” ao FMI. Isso se dá pelo fato de que o Brasil é, há muitos anos, cotista do Fundo.

O Brasil já cedia recursos ao FMI mesmo quando era devedor do mesmo Fundo. A realidade é que o FMI tem sócios e o dinheito de todos eles socorre aqueles que estão em dificuldade.

O Brasil se utilizava, em parte, de dinheiro do FMI que ele mesmo cedeu ao Fundo. Por isso, é impossível que Lula venha a ser o primeiro a “emprestar”.

Eu entendo que o momento econômico brasileiro de hoje é outro e que Lula entende que essa atitude de contribuir com o Fundo de forma mais intensa simbolize isso, demonstrando que, nesses novos tempos, o Brasil não é devedor.

Porém, é importante que se saiba que a afirmação de que Lula seria o primeiro é errônea. Ela nunca poderia ser verdade, existe uma impossibilidade irrevogável.

Aliás, essa impossibilidade e o fato de se ser primeiro ou não é o que menos importa. Ao invés de se preocupar em provar que não tem mais dívida externa, o país deveria, além de consolidar suas reservas monetárias, começar a resolver o problema de sua grande dívida interna.


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