A quantas anda nosso ensino médio?
“Ensino médio precisa dobrar recursos”
É aqui que se situa o que deveria ser o real foco do debate sobre a educação brasileira. A reportagem referendada acima, do Estadão, reflete qual é a necessidade crucial do ensino tupiniquim.
O sistema de cotas, talvez por sua natureza polêmica, muitas vezes toma a frente, porém, a realidade é que o que deve ser discutido é a qualidade da educação brasileira, o tipo de prestação educacional que o Estado brasileiro nos dá em troca de nossos impostos, enfim, o que realmente causa a necessidade de existirem cotas.
Se o ensino público brasileiro fosse universal e de boa qualidade, todos teriam condições de competir em pé de igualdade pelas vagas nas universidades públicas, sendo assim, nenhuma polêmica sobre sistemas de cotas seria necessária já que as próprias cotas seriam injustificadas e sem motivo.
Como já defendido por mim na postagem “O que dizer sobre as cotas?”, o país precisa é promover a igualdade de condições na base e não tentar compensar as desigualdades no meio do caminho. Embora as cotas sejam, hoje, necessárias, seu modelo deve ser revisto e elas devem ser encaradas como tampões, meramente temporárias, improvisando uma solução para um problema que deve ser resolvido de outra forma. E esta forma é justamente a melhoria dos ensinos fundamental e médio.
Relembro que devem ser criados cursos profissionalizantes e escolas técnicas de ensino pós-médio para que os que não podem fazer faculdade se qualifiquem de alguma forma e possam, quem sabe, dar uma educação melhor aos seus filhos.
Por fim, ressalto que não basta aumentar os recursos para a educação, especificamente para o ensino médio, onde a situação é mais periclitante. É também de suma importância que haja a fiscalização do uso desses recursos, para que não ocorram desvios, essas máculas bem conhecidas por nós que contaminam todos os investimentos públicos brasileiros.
Além disso, após a devida fiscalização e a correta destinação dos recursos, o Estado deve, de alguma forma, observar a aplicação desses recursos na prática, para verificar se estão sendo utilizados de modo adequado, de forma a potencializar seus benefícios, sem desperdícios, e fomentar o que há de melhor em cada região, escola, ou até mesmo, aluno.
2 comentários até agora
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Quero saber sobre:o estado do nosso insino.do seu ensino academico.
Tomás,
Obrigado pelo comentário, mas não entendi bem a pergunta.
Convido-o a repetí-la no novo endereço do Perspectiva Política, http://perspectivapolitica.com.br
Apareça por lá!